O MUNDO NA BANGUELA-I

11 de março de 2010

Completando 50 anos de brilho, nestes dias,   o Roberto Carlos resolveu, í s folhas tantas da vida, embalar os irmãos da estrada. Com a. Banguela, aquela canção estimulante, mas cautelosa quanto í  direção temerária do cargueiro apressado (rebitado?), ali pela metade da tarde, que passa a dispensar o freio-motor, entregando as toneladas   aos cuidados do   já sobrecarregado São Cristóvão. Estes prolegí´menos, que fique claro, visam homenagear o Rei e justificar o tí­tulo acima.

   

Queremos, por analogia, tratar do Planeta Hospí­cio-Circo (antiga Terra),   despencando galáxia abaixo (acima?), sob o domí­nio   do Mal, face í  desgraceira que nos assola neste Século XXI, ano X d.c.. Vale lembrar os filósofos Mamonas, quando apregoavam   que toda faca serve pra dois legumes!   A gente vem   tentando inserir alguma moranga, nesta molecagem de abobrinhas em que se transformou a Internete (com E no fim). Estamos vindo da Caixa de Entrada, onde uma torrente de lixo amanhece todos os dias. Com grande frequência aparece na tela o aviso de um Banco pedindo desculpas pelo atraso na disponibilidade de um suposto crédito. Um número cabalí­stico (em azulão), convida ao clic, com a mãozinha nele. Trata-se de uma armadilha, tão simplória e sem-vergonha, que chega a dar dó. Não merece nem a Lixeira, é mandado, sistematicamente, para o espaço. E o Xampu Esperança? E aquele infalí­vel desvio, para fraudar as multas de trânsito?.     São repetidos, três a quatro vezes por semana, detalhes para aumento do pênis (até 3 polegadas # 3×2,54cm=7,62cm). Sempre sob a forma de promoção, postulado irrecusável do consumismo-doença em vigor. Se aceitas todas as ofertas, já estarí­amos dando a volta no planeta, pelo cí­rculo do Equador (40mil km), com o próprio.

   

DEGRADAí‡íƒO DO IDIOMA PORTUGUíŠS

   

A morte lenta, gradual e segura da esplendorosa   última flor do Lácio, foi tratada n™A FOLHA de 23/03/07. Na época a gente verberou contra a agressão da Caixa Econí´mica Federal, que utilizava, e continua utilizando, um idioma que não é o Português oficial (obrigatório). Isto nos extratos de contas. Desrespeito ostensivo, em nome da ditadura da Informática (Internete).   Nenhum acento diacrí­tico, resultando as legendas num autêntico   angu-de-caroço. Um imbróglio, com adjetivos substantivados, e substantivos verbalizados.

   

 Um pressuroso gerente da agência Torres, na época, tentou explicar o injustificável, numa carta ao colunista, bem dosada com traços de ironia. Decorridos estes 3 longos anos, nenhuma providência para enquadrar o programa na gramática oficial.      

 

   grlacerd@terra.com.br  


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