CARTA ABERTA AO PREFEITO DE TORRES (continuação)

11 de março de 2010

 

Sabe, Prefeito, quando escrevi essa carta, ela ficou muito extensa e tive que dividi-la em três partes e esse segundo trecho não começava assim, porém diante das manifestaçíµes dos leitores do nosso jornal, preciso dizer-lhe que não apenas eu queria falar consigo, mas muitas pessoas da cidade queriam dizer-lhe o que escrevi e ainda escreverei aproveitando as excelentes sugestíµes recebidas. Não desista de nós e continue a leitura dessa continuação de carta.  

A administração de uma cidade, como todo outro sistema administrativo, necessita de planejamento com objetivos claros e metas de curto, médio e longo prazo para a sua consecução. Torres necessita de um grande e bom planejamento, que ultrapasse uma, duas, três ou mais gestíµes e cujo grande objetivo seria torná-la, de fato, uma cidade turí­stica em todos os aspectos, entre eles a boa e bem preparada receptividade ao turista. Para isso é preciso elaborar um planejamento distribuí­do em projetos menores e exeqí¼í­veis que nunca percam de vista a consecução do objetivo maior: Tornar Torres, de fato, uma cidade turí­stica.  

Esse planejamento poderia englobar um primeiro projeto: – Torres, eu te amo!, cuja meta seria conquistar os moradores e os veranistas com residência de verão em Torres e mobilizá-los para atitudes positivas, despertando em todos o amor manifesto pelo que é nosso, amor que responsabiliza cada um pelo cuidado e capricho para com a nossa cidade e seus visitantes. Um projeto composto de diferentes açíµes, entre elas, a Semana Turí­stica de Torres realizando palestras, cursos, work shops voltados para a população local em geral, para as escolas, a universidade, as empresas, as associaçíµes, destacando pontos importantes do turismo receptivo. Além dessa ação, uma grande campanha visual com banners e out doors distribuí­dos ao longo das ruas com fotos de pessoas e seus depoimentos dizendo porque amam Torres, porque moram ou veraneiam aqui. Paralelo a isso, açíµes nos jornais e rádios locais e regionais com tais depoimentos, entrevistas, crí´nicas, reportagens, buscando também veí­culos de comunicação mais amplos como a televisão e os jornais estaduais. Básico é incluir Turismo nos currí­culos escolares preparando um grupo de professores responsáveis por essa tarefa não apenas nas escolas administradas pelo Municí­pio, mas em todas as escolas de todos os ní­veis. Para tornar Torres, de fato, uma cidade turí­stica, é preciso mobilizar a população, esse é o ponto de partida para o sucesso da empreitada.  

Outro projeto seria Torres bela, cada vez mais bela cuja meta seria transformar Torres num verdadeiro oásis de beleza e harmonia. Nessa etapa a necessidade de obras de embelezamento, calçamento das ruas, padronização das calçadas dos passeios, pintura decorativa dos postes, melhoria da iluminação pública, ajardinamento público e arborização intensiva e extensiva. Sinalização turí­stica efetiva e eficiente, porém bonita. Nada de plaquinhas pequenas padronizadas, feitas por empresa interessada em substituí­-las a cada ano e arrecadar dinheiro a cada reposição porque são fraquinhas e pouco resistentes. E feias. Placas verdadeiramente artí­sticas e belas, muito belas.    

 Então, projetos pontuais e enriquecedores do que já temos, novas obras, obras pequenas e já previstas, mas ainda não executadas: a orla, há tanto tempo prometida por seu governo, senhor Prefeito, quando será executada? O senhor já declarou mais de uma vez ter recebido verba para o trecho da Prainha,   mas nada foi feito até agora. Seu projeto precisa sair do papel, ou será que o dinheiro não veio? Ou será que veio mas misturou-se   na quí­mica financeira?   í‰ preciso repaginar a Guarita, a Lagoa, os Molhes, a orla do Mampituba, é preciso revitalizar as praças e criar novos espaços, especialmente espaços esportivos e de lazer. Ah, e terminar urgente a Casa do Turista (prometida para o Verão que passou, lembra?). E fazer um pórtico. Ou melhor, dois, um na Estrada do Mar e um no acesso da BR. Isso tudo custa pouco, é preciso querer fazer e saber onde buscar verbas. E empregar tudo o que receber naquilo para o que foi pedido. (continua na próxima edição)      


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