MEU MUNDO

19 de março de 2010

   

Irrequieto, como uma banana.

 

(Vi o Guga comendo bananas na tv.)

 

Apago a luz da cozinha.

 

Acendo a luz da cozinha.

 

Tomo café. Faço mais café.

 

Vista para o mar, estou confuso.

 

Tanta preocupação. Tanta preocupação.

 

O apartamento ficou pequeno para mim.

 

O mundo ficou pequeno.

 

Sou pequeno.

 

Alucinação na madrugada!

   

Não quero olhar o relógio. Não olho.

 

Não quero ver tv. Não vejo.

 

Leio cento e três páginas da vida de Tim Maia.

 

Lembro e relembro que existo.

 

Apago a luz do quarto.

 

Fica escuro. Fica tudo escuro.

 

Existe o acaso?

 

Tudo é acaso e eu nem sei quem sou.

 

Ela sabe mais de mim que eu mesmo.

 

Como outra banana.

 

(Li que faz bem í  saúde).

 

Lavo a louça suja ouvindo Diana Krall.

 

A música pára.

 

Amanhece e eu pensando nela. Querida!!!

   

Outono, mais um no calendário.

 

Dizem que fará muito frio no inverno.

 

Não gosto muito de invernos. Faz frio!!!

 

Saio para caminhar um pouquinho.

 

O mundo não veio a mim. Eu fui…

 

To na paz. To na boa.

 

Escrevo para o jornal.

 

Tenho coisas para contar.

 

Tenho que contar certas coisas.

 

Espalho meu eco em espelhos.

 

Assopro espelhos no invisí­vel de meu mundo.

 

Tenho um mundo que é só meu. E dela.

   

Depois de nuvens, o sol.

 

Depois do sol, mil sonhos.

 

Alguns em vão…

 

Alguns se vão…

 

Eu não! Eu não!

 

Eu tenho que ler páginas policiais…

 

Eu tenho que ler colunas sociais…

 

Não me obriguem a fazer nada!

 

Sei bem do que não gosto.

 

Meu estilo não pode agradar a todos.

 

Não tenho estilo nenhum.

 

Sou homem.

 

Sou gente.

 

Assisto a passagem dos dias.

 

í€s vezes comendo bananas,

 

í€s vezes louco, pirado,

 

í€s vezes sonhando acordado,

 Com ela e Deus do meu lado.  

 


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