No início da sessão ordinária da Câmara dos Vereadores de Torres de segunda-feira (1º de dezembro), o vereador Igor Beretta (MDB) foi reeleito, por unanimidade, para a presidência da Casa Legislativa no ano de 2026.
A Mesa Diretora se manteve praticamente a mesma – com Moisés Trisch (PT) como vice-presidente, ‘Rogerinho’ Evaldt Jacob (PP) como 1° secretário, tendo somente a mudança do representante do PSDB na mesa – entrando a vereadora Deise Clézar como 2ª secretária (em substituição ao vereador Luciano Raupp).
Apesar de, nos bastidores da política torrense, ter sido sondada a formação de uma chapa opositora para a Presidência da Câmara do ano que vêm, na prática este cenário não se cumpriu.
Divergência não foi exposta
Presentes na sessão plenária da Câmara, membros do secretariado do governo Delci e representantes de partidos coligados (PT e PDT). E já no início da sessão foi lida a chapa única apresentada para o pleito da Mesa Diretora do ano de 2026. E todos os 13 vereadores votaram no microfone a favor da única chapa, portanto a eleição foi de chapa única (com Igor como presidente) e por unanimidade.
No entanto, nos discursos dos vereadores que vieram a seguir, apareceram posições individuais com diferentes vieses. Uns festejando a reeleição, outros parabenizando o feito de Igor e companheiros da Mesa Diretora, e alguns até fazendo certo desabafo frente a suposta pressão que receberam para trocar de voto (e possibilitar a criação de uma chapa opositora).
O vereador Zé Milanez, do PL, por exemplo, chegou a afirmar que entregou seu cargo de diretor do Partido Liberal de Torres depois de sofrer pressão da agremiação para que trocasse sua escolha (de Igor por uma chapa alternativa).
Reeleição após 35 anos
A reeleição de Igor Beretta quebra um jejum de 35 anos, já que o último presidente reeleito consecutivamente havia sido em 1990 e 1991, marcando assim um momento significativos do legislativo municipal nas últimas décadas.
No discurso de posse, Igor comemorou o feito histórico da reeleição. Disse ainda que a vitória não foi pessoal, foi de um projeto proposto por ele aos colegas e que busca, afinal, um maior protagonismo da Casa Legislativa nas decisões de Torres. Citou ainda a reorganização interna da Câmara torrense, com gestão equilibrada e colaborativa, como avanços de sua gestão atual.
Em nome da união (por Fausto Júnior)
A opção de não apresentar chapa opositora a reeleição da atual mesa diretora parece ter cumprido dois objetivos, buscando união e o término dos embates ideológicos (referente a forma de relação da com a Prefeitura) que estariam ocorrendo entre forças dos poderes Legislativo e Executivo torrense.
O primeiro objetivo foi eleger uma chapa única com votação unânime, o que sinaliza uma decisão de “bandeira branca”. O segundo objetivo: evitar que houvesse votações contra a chapa vencedora, o que poderia carimbar nomes ‘opositores’ e com isto dificultar a desejada ‘bandeira branca’ sinalizada (nos bastidores) dos poderes executivo e legislativo torrense. Ou seja, uma articulação em nome da união
A nova mesa diretora irá assumir ‘de fato’ o comando em fevereiro – por conta de janeiro ser o mês do recesso de verão do poder legislativo torrense.
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