O vereador Moisés Trisch solicitou formalmente, através de seu mandato em Torres, informações detalhadas sobre os recursos empregados durante o 34º Festival Internacional de Balonismo de Torres (ocorrido em 2024) – evento que acabou suspenso (em consonância com Decreto de Calamidade Pública estadual) devido às intensas enchentes que atingiram o Estado do Rio Grande do Sul (entre o final de abril e o começo de maio daquele ano).
Moisés queria saber se os valores, então adiantados aos artistas que estavam elencados a participar dos shows, foram (ou iriam ser) devolvidos aos cofres públicos – uma vez que não acontecerem efetivamente as apresentações, após cancelamento do festival.
Conforme resposta obtida pelo vereador junto a Prefeitura, foi constatado que alguns artistas demonstraram respeito à situação, restituindo parte significativa dos cachês. “Exemplos notáveis incluem o grupo Marcos e Belutti, que devolveu R$ 285 mil de R$ 300 mil contratados; Bruno & Marrone, com a devolução de R$ 584 mil de R$ 615 mil; e Papas da Língua, que restituíram R$ 84 mil de R$ 96 mil”, afirma a nota da assessoria do vereador para A FOLHA Torres. “Anderson Freire e Sambô também optaram pela devolução”, continua a mesma nota.
Lamento e judicialização
Em sua participação na tribuna na sessão de 24 de novembro passado, o vereador destacou essas ações como um exemplo de ética, diante da adversidade que passou todo o Estado do RS com as enchentes, servindo de referência para o debate sobre a gestão de recursos públicos. Mas em contraste, Moisés citou o caso do DJ Dennis, que permaneceu com a totalidade dos R$ 380 mil pagos, mesmo após o cancelamento do evento e a não realização do show. “Como resultado, a Prefeitura de Torres precisou ingressar judicialmente para buscar a recuperação do valor” afirma o vereador.
“O episódio reforçou a necessidade de que os contratos municipais sejam pautados por cláusulas claras e com garantias de reembolso em situações excepcionais” sugere Moisés através de sua assessoria.






