Ativistas culturais buscam resgatar e abrir ao público a ‘Casa Número Um’ de Torres

Bicentenária residência localiza-se ao lado da também histórica Igreja São Domingos das Torres, e sua existência é desconhecida para muitos

Grupo de pessoas ligadas a cultura e preservação do patrimônio histórico em frente a Casa Número Um de Torres, junto aos atuais moradores do imóvel
3 de dezembro de 2018

Na tarde desta segunda-feira (26), um grupo de pessoas ligadas a cultura e preservação do patrimônio histórico de Torres se reuniram com o atual proprietário da bicentenária Casa Número Um de Torres. Desconhecida para muitos, a residência fica ao lado da Igreja São Domingos das Torres, sendo que pertencia ao alferes Manoel Ferreira Porto e é a mais antiga casa do município – com mais de 200 anos. O intuito da visita do grupo foi ver a situação do histórico imóvel e ajudar o atual proprietário para colocá-la em situação de visitação pública para o verão.

Ostelo Vitorino Machado e sua irmã, Daniela Vitorino Machado, são quem vem vivendo na histórica residência atualmente, sendo que habitam o local com sua família desde 1974. Em tempos passados, o local recebeu visitantes ilustres como Saint Hilaire (botânico, explorador e pesquisador frânces) e supostamente até o imperador Dom Pedro I (apesar haver estudos que contestem essa visita do imperador). Mas Ostelo conta que, na época em que sua família começou a morar na histórica casa número 1 de Torres, nos anos 70, muitos reparos foram necessários, uma vez que o imóvel encontrava-se em péssimo estado, praticamente abandonado. “Desde então, nossa família  vem habitando e mantendo o melhor que pode o local, sendo que há partes do histórico imóvel que ainda são da época de sua construção, no começo do século 19: a maioria das janelas, paredes feitas com cal, parte do assoalho, o telhado, vigas de madeira e a porta principal são originais”.

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Mobilização pela história e cultura torrense

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Tendo em vista todo o contexto histórico da construção, que remete aos primórdios da formação urbana de Torres, algumas pessoas vêm se mobilizando. “O objetivo é que seja possível fazer alguns ajustes e recuperações para poder mostrar, aos torrenses e visitantes, a Casa Número Um. Queremos ambientá-la próximo do que era no passado e integrar a casa a roteiros de turismo receptivo que já existem na cidade, dando visibilidade para essa história viva que temos na bicentenária residência”, ressaltou um dos integrantes da visita, o artista plástico e turismólogo Roni Dalpiaz  (que também atua como colunista de A FOLHA e integra o roteiro histórico ‘Na Trilha do Tempo’). Roni complementa dizendo que a missão maior é a do tombamento da Casa Número Um – lembrando que o entorno da Igreja São Domingos das Torres já é protegido (e inventariado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural- COMPHAC).

Conforme as conversas entre o atual proprietário e o grupo que participou da visitação, as tratativas para viabilizar a visitação da Casa Número Um já para o veraneio estão avançando. Os moradores desocuparão parte da estrutura, para possibilitar alguns reparos e uma ambientação mais característica ao espaço. Uma visita ao bicentenário imóvel faria parte do roteiro histórico-cultural ‘Na Trilha do Tempo’ (onde personagens caracterizados, que ajudam a contar parte da história de Torres), bem como de atividades culturais junto ao “Projeto Verão” do SESC Torres nesta temporada de verão.

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Publicado em: Cultura






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