Ave rara no Sul do país é registrada em Passo de Torres

Uma equipe de campo da Educamar teve um encontro raro com um trinta-réis-escuro (Anous stolidus) em Passo de Torres (SC), ave oceânica de ocorrência incomum na região Sul. 

12 de abril de 2026

Uma equipe de campo da Educamar teve um encontro raro com um trinta-réis-escuro (Anous stolidus) em Passo de Torres (SC), ave oceânica de ocorrência incomum na região Sul.

O monitor Marcos Costa Melo, o Quinho, lembrou que, naquele dia, acompanhava o técnico de monitoramento Bruno Corrêa e que pararam para finalizar o trecho nos molhes da Barra do Rio Mampituba, na divisa com o estado gaúcho. O fato ocorreu no dia 2 de abril deste ano.

Anúncio 1

“Monitorávamos os molhes, quando a ave pousou bem próximo de onde estávamos. Perguntei ao Bruno de qual espécie se tratava, pois nunca havia visto. Ele então, logo identificou o trinta-réis-escuro, a ave de raro avistamento por aqui. Corri, peguei a câmera e fiz os registros”, conta o futuro biólogo. “Como estudante de Ciências Biológicas, estar como monitor de campo pelo PMP-BP na Educamar é uma experiência incrível poder registrar uma ocorrência rara e contribuir com a pesquisa destas belas aves”, comemora Quinho.

O trinta-réis-escuro é uma ave marinha pelágica, de hábitos oceânicos, típica de regiões tropicais. Sua distribuição abrange os oceanos tropicais do mundo, com uma população estimada entre 1,2 e 2,1 milhões de indivíduos.

Anúncio Slider Meio
Anúncio Slider Meio

 

Sobre o trinta-réis-escuro

No Brasil, o trinta-réis-escuro ocorre principalmente nas regiões Sudeste e Nordeste, associadas a águas mais quentes, sendo raro na região Sul. Pertence à ordem Charadriiformes e à família Laridae. Mede cerca de 38 a 40 cm de comprimento, com envergadura entre 77 e 85 cm. A plumagem é marrom-escura, com capuz claro e um detalhe branco ao redor dos olhos.

No Oceano Atlântico, reproduz-se em ilhas como Fernando de Noronha, Atol das Rocas, Abrolhos, Trindade, ilhas do Golfo da Guiné, Ascensão, Santa Helena, Tristão de Cunha e Gough.

A alimentação é composta por pequenos peixes, lulas e até peixes voadores, capturados durante vôos rasantes sobre o mar ou na superfície da água. Ao contrário de outras espécies de trinta-réis, não realiza mergulhos profundos.

Ao encontrar um animal marinho encalhado na praia entre a Barra do Rio Araranguá e a Barra do Rio Mampituba, ligue para a Educamar: 0800 641 5665.

A realização do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP) é uma exigência do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama, para as atividades de pesquisa e aquisição de dados geológicos realizadas pela TGS na Bacia de Pelotas.

Quer acompanhar as notícias do jornal A FOLHA Torres no seu celular?

CLIQUE AQUI e acesse nosso grupo no Whatsapp

Anúncio Slider Final
Anúncio Slider Final

Publicado em: Meio Ambiente






Veja Também





Links Patrocinados