Em um desabafo sobre a gestão ambiental no município de Torres, o Vereador Rogerinho subiu à tribuna da Câmara, na segunda-feira (06) para denunciar o que classifica como um “descumprimento sistemático” de emendas destinadas à proteção da fauna silvestre. O parlamentar apontou o que chamou de ‘abandono da Lagoa do Violão’ – que é Área de Preservação Permanente (APP) de Torres.
Segundo o vereador, a fauna local de tartarugas e cagados está sendo vítima de atropelamentos diários pelo tráfego de veículos no asfalto na margem da APP. Ele diz que a falta de cercamento adequado e a ausência de áreas de desova seguras forçam os animais a cruzarem as vias públicas. “Não entendo por que nada é feito para a preservação”, afirmou Rogerinho.
Para Rogerinho, a situação da Lagoa do Violão ultrapassou o limite do aceitável, configurando um descaso com o patrimônio ambiental de Torres.
O parlamentar apresentou um cronograma de recursos que, segundo ele, foram destinados via emendas, mas nunca saíram do papel:
Em 2023, houve a destinação de R$ 176.000,00 especificamente para a construção de uma ilha ou “prainhas” na Lagoa do Violão. O objetivo era oferecer um local seguro para a desova, evitando que os animais precisem atravessar asfalto a procura de terra para desovar. A obra nunca foi executada.
Já em 2025, o vereador lembrou que houve a destinação de recursos para 10 lombadas ecológicas para o entorno da Lagoa do Violão. O material tem o intuito de forçar a redução de velocidade em pontos críticos de travessia, mas os equipamentos não foram instalados.
Também em 2025, indicou a destinação de 3 lombadas ecológicas para a Av. Cristóvão Colombo, na beira do Rio Mampituba. O local é conhecido pela travessia frequente de famílias de capivaras com seus filhotes, que seguem vulneráveis ao trânsito. (FONTE – Ascom Gabinete Ver. Rogerinho)
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