Um dos assuntos que dominaram os pronunciamentos dos vereadores na tribuna da Câmara de Torres na sessão realizada na segunda-feira (18 de agosto), acabou sendo uma suposta reforma administrativa que estaria sendo realizada dentro do governo Delci Dimer. A falta de pagamento de cachês para artistas torrenses, que se apresentaram no Festival de Balonismo (realizado no feriadão do Dia do Trabalho neste ano) também esteve entre as pautas abordadas na sessão em pronunciamentos.
O fato de a reforma não ter sido oficializada foi uma das observações negativas acerca do assunto. O presidente da Câmara, vereador Igor Bereta (MDB) afirmou que “não foi chamado para nenhuma reunião para participar do planejamento da reforma” que pode estar em fase de implementação, o que não o agradou (por ele ser o chefe do poder legislativo). Beretta disse, ainda, que será contra contratações feitas para atender pedido de políticos ligados ao governo ou para atender supostas parcerias com vereadores da Câmara.
O vereador Rafael Silveira (PSDB) também falou sobre a suposta reforma, criticando o que está sendo projetado – principalmente porque acha que existe uma demanda dos servidores por aumento salarial, o que já deve aumentar a despesa (mas sem gerar contratação). E disse, também, que se houver o aumento de pessoal previsto, a municipalidade poderia passar a atrasar (ou parcelar) salários por conta da falta de receita (economicamente necessária para pagar estes aumentos de despesas em novas contratações).
Pagamento de caches atrasados
O mesmo vereador Rafael Silveira também abordou o outro assunto: o atraso no pagamento de cachês para os músicos e artistas que foram contratados para se apresentar dentro da programação do Festival de Balonismo. Ele inclusive lembrou que foi dele o projeto de lei que garante que 20% das contratações de músicos nos eventos de Torres (pagos pela prefeitura) sejam de artistas locais. E cobrou pelo que chamou de “falta de capacidade” de administradores em não planejar a forma de pagar, o que estaria causando o atraso.
O vereador Gimi Vidal (PP) também falou sobre este tema e alfinetou: “não adianta atender o pedido legitimo de contratação dos artistas locais se não forem pagos os cachês”.
‘ Reforma da Reforma’?
Outros vereadores aproveitaram os temas (reforma administrativa municipal e Cultura) para dar opiniões. O vereador Cláudio Freitas (Rep) afirmou que não concordava da reforma administrativa, principalmente porque está prevista interrupção do funcionamento da secretaria de Cultura e Esportes (que podem passar a ser apenas diretorias na Secretaria de Turismo). Freitas, inclusive, disse que “se for para deixar as pastas de Esportes e Cultura no Turismo, preferiria que passasse para a Educação”.
Outros vereadores citaram a necessidade de contratações fortes para alguns projetos, e que por isso, a proposta de reforma administrativa não seria certa, o que deixa a opinião relativa… e mais buscas de reforma na própria reforma.
*editado por Guile Rocha







