Caminhada do Junho Violeta: Conselho da Pessoa Idosa de Torres se une para combater a violência

Campanha de conscientização marca o mês de junho – e COMDIPI convida a população para caminhada que ocorre dia 23/06 pelo respeito, proteção e valorização da pessoa idosa em Torres

19 de junho de 2026

O Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa de Torres (Comdipi)  promove, ao longo do mês de junho, uma série de ações dedicadas ao enfrentamento da violência contra a pessoa idosa.

A iniciativa faz parte do movimento internacional conhecido como Junho Violeta, que tem como data central o dia 15 de junho — Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU).

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O objetivo da campanha é sensibilizar a sociedade para reconhecer, prevenir e denunciar situações de violência, negligência e violação de direitos das pessoas idosas; crimes que, muitas vezes, acontecem dentro do próprio ambiente familiar e permanecem invisíveis por medo, dependência financeira, vergonha ou desconhecimento dos canais de denúncia.

Em Torres, para marcar o mês com força e mobilização, o Conselho da Pessoa Idosa de Torres realiza uma Caminhada do Junho Violeta no dia 23 de junho (segunda-feira). A concentração está marcada para as 14h, na Praça XV de Novembro. A caminhada é um convite à comunidade inteira para sair às ruas e dizer, juntos: os direitos da pessoa idosa precisam ser respeitados, protegidos e celebrados.

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Uma cidade que envelhece: Em Torres, é precisa se preparar

Os números revelam uma transformação profunda na pirâmide etária de Torres. Segundo dados do IBGE, em 2000, o município contava com 2.699 pessoas idosas, representando 8,7% da população. Em 2010, esse número subiu para 4.729 (13,6%). Já no Censo de 2022, Torres registrou 8.987 pessoas idosas, o que equivale a 21,5% da população total.

Em pouco mais de duas décadas, a proporção de idosos no município mais que dobrou. O cenário acompanha uma tendência estadual: o Rio Grande do Sul é atualmente o estado mais envelhecido do Brasil, com mais pessoas idosas do que crianças em seu território. Realidade que reforça a urgência de fortalecer políticas públicas, serviços de cuidado, acessibilidade e proteção social.

As faces da violência

A violência contra a pessoa idosa assume muitas formas: física, psicológica ou emocional, financeira ou patrimonial, sexual, negligência, abandono e até violência institucional — quando há desrespeito ou atendimento inadequado em serviços públicos ou privados. Reconhecer essas situações é o primeiro passo para combatê-las.

O Estatuto da Pessoa Idosa é claro: é obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar à pessoa idosa todos os direitos fundamentais, garantindo sua dignidade, bem-estar e proteção contra qualquer forma de negligência, discriminação ou opressão. O cuidado com a pessoa idosa não é responsabilidade exclusiva da família, é um dever compartilhado por toda a sociedade.

 

Como denunciar

Qualquer pessoa pode e deve denunciar situações de violência contra pessoas idosas. Os principais canais são o Disque 100 — 24h, gratuito e sigiloso —, as Delegacias de Polícia, o Ministério Público e o CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social).

O próprio Conselho da Pessoa Idosa de Torres também recebe demandas, orienta a população e encaminha os casos aos órgãos competentes. Atuando como espaço de participação e controle social, o Conselho é um importante ponto de apoio para quem precisa de orientação sobre direitos e denúncias.

 

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Publicado em: Social






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