O Dia do Historiador é celebrado em 19 de agosto no Brasil. A data foi instituída pela Lei nº 12.130/2009, em homenagem ao nascimento do diplomata e escritor Joaquim Nabuco, um importante historiador brasileiro. A profissão foi regulamentada no Brasil em 17 de agosto de 2020, pela Lei nº 14.038/ 2020 (Que chegou a ser vetada pelo presidente, depois tendo o veto presidencial rejeitado pelo Congresso, também com trabalhos do senador gaúcho Paulo Paim). A regulamentação estabelece os requisitos para o exercício da profissão e reconhece a importância do trabalho dos historiadores em diversas áreas, como educação, pesquisa, arquivos e museus.
Aproveito a data para parabenizar a Administração Municipal de Torres, que oficializou recentemente o acolhimento do projeto História de Torres para Crianças, contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura, com apoio da Secretaria Municipal da Cultura e Esporte de Torres. A iniciativa é inspirada no livro homônimo, escrito pelo jornalista e historiador Nelson Adams Filho e ilustrado por Paulo Lange.
A Prefeitura de Torres diz que o projeto levará às escolas apresentações lúdicas sobre a história do município, conduzidas pelo autor, seguidas de oficinas de desenho ministradas pelo ilustrador e sorteios do livro entre os alunos participantes. Uma iniciativa importante que ampliará, em escolas municipais, o ensino da História de Torres.

Lembrando de Ruschel
Lembrando que, quando o assunto é História, se deve destacar, sempre, a importância de RUY RUBEN RUSCHEL como o pioneiro das pesquisas sobre os vários aspectos da formação da região de Torres. Em Torres Origens, resumo de um trabalho de pesquisas de 25 anos, com sapiência e visão, Ruschel conclama outros apaixonados pela História a seguirem adiante – A não se contentarem com o que estava até então pesquisado e escrito.
Como já disse o o próprio Nelson Adams Filho, sobre Ruschel, ele tinha noção de que a História não tem fim ou limites! É inesgotável, acompanhando a vida humana sobre a terra. “Ruschel é, sem dúvida, a base para as fontes de consulta sobre a História de Torres e região. É através dele que sempre se inicia um trabalho! Pode não ser completo, atual – pois a História é dinâmica, sendo essa uma de suas características -, mas é obrigatório ir até a obra de Ruschel ao menos como um ponto de partida; para verificar o que está registrado; para confirmar-se se está no rumo certo; ainda para saber a opinião dele sobre determinado tema”.
Além de Ruschel, lembro de vários escritores que deixaram depoimentos literários importantes em forma de crônica e Poesia: “Torres, minha paixão” – sobre passagens, aspectos e personagens da História de Torres, tais como Bento Barcelos da Silva e vários outros reunidos na coletânea organizada por Débora Lupin (Editora Mottironi, Torres – 2020).
Destacamos também o trabalho de abnegados historiadores locais, que seguem difundindo e pesquisando sobre a História da Região – como o professor Leonardo Gedeon, representante do Centro de Estudos Históricos de Torres e Região (CEHTR), além de Diderot Lopes, Jaime Batista. Vale citar também o trabalho de importantes entusiastas da história local (estampados também nas páginas de A FOLHA Torres), como Roni Dalpiaz, Luana Gonzales Bassa. E viva a história!

*Em colaboração com Guile Rocha (editor A FOLHA Torres)

