OPINIÃO – CAMPANHA PARA A ELEIÇÃO ESTADUAL E FEDERAL ESTÁ “PEGANDO”

Mas até arranjos políticos municipais podem sofrer (com razão ideológica e institucional) intervenções em nome de arranjos na hierarquia maior das agremiações

29 de março de 2026
Coluna de Fausto Júnior - A FOLHA - Torres- RS

A concorrência nesta vontade de poder que ‘atinge’ partidos e pessoas em ano de eleição parece estar ocupando mais cedo o espaço de protagonismo. Antes iniciando só em agosto ou setembro de forma efetiva, desta vez a ‘quantidade e a qualidade’ de ações aumentam, de certa forma influenciando até nas questões políticas municipais.

Emendas e emendas parlamentares desembarcam nas cidades (como Torres & região da Grande Torres) para ‘marquetear’ mandatos de deputados estaduais e federais, envolvendo vereadores e prefeitos nas formas de propagar as ações, tanto em redes sociais quanto na mídia. Isso porque, em tempos de período eleitoral, essa prática é proibida, assim como é proibido inaugurar obras estaduais e federais no período pré-eleitoral que se aproxima.

Mas até arranjos políticos municipais podem sofrer (com razão ideológica e institucional) intervenções em nome de arranjos na hierarquia maior das agremiações, o que acaba ‘destruindo’ situações que foram montadas para a eleição municipal de 2024, mas em nome de novos horizontes que aparecem para a eleição de deste ano.

O PT, por exemplo. Em Torres ajudou a eleger o MDB junto com o PDT, mas agora estes partidos se colocam em espaços concorrentes – como no pleito estadual do RS. E casualmente o PT saiu da coligação em Torres oficialmente (após a entrada de partidos como o PP e PSDB no governo), o que pode ser coincidência…., mas também pode não ser…

Já o PDT e o PT estavam na mesma área ideológica no Estado do RS, assim como estavam ligados juntos aqui em Torres. Agora parece que se ensaia uma necessidade de discutir a relação no Estado do RS porque Edgar Pretto estava altamente cotado para ser o representante da esquerda para buscar a Cadeira Maior no governo do RS. Parece que a esfera mais acima ainda (governo Lula) quer que Juliana Brizola seja a candidata e Pretto fique de vice (o que não acredito vingar), o que pode levar a conflitos PDT/PT, já tradicionais. E em Torres, o PDT também perdeu espaço no governo do MDB, com efeito, tendo perdido a chefia de uma secretaria e trocando outra. Pode ser coincidência,a também, mas o MDB está junto com o PSD no Estado, indo um pouco mais à direita (ou menos à esquerda) em nome do prestígio do governador Eduardo Leite. E pode surgir uma chapa para o governo federal unindo essas duas siglas, o que explica um pouco o distanciamento do MDB da esquerda, inclusive em cidades como Torres.

Republicanos e PSDB parece estarem entrando no governo Delci junto com o PP, o que parece ser também uma tendencia na coligações para o governo do Estado (do pré-candidato Gabriel Souza) e no Brasil, (com Leite ou com Caiado). Olho no peixe, no gato… e, porque não, no cão!

 




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