OPINIÃO – ELEIÇÕES 2026: CENTRO PULANDO PRA QUE LADO DO MURO?

O voto pelo “fígado” vai ser muito mais forte, o que tem o lado bom:  de políticos que olham para o futuro se posicionarem em agremiações autenticas

28 de setembro de 2026
Coluna semanal de Fausto Jr. - A FOLHA - Torres - RS

A polarização ideológica que se encontra a sociedade brasileira tem causa:  penso eu, que os partidos que se dizem “centristas”, na maioria, após os pleitos, buscam lugar na base do governo eleito, seja ele de que ‘costado’ for… E a sociedade polarizada fica confusa para acreditar nessas narrativas conciliatórias, o que acaba fazendo com que a polarização ganhe cada vez mais ‘hidratação’.

Para as eleições gerais, o cidadão ‘conservador em seus ideais’ acaba escolhendo um lado “ante o outro” ao invés de escolher um candidato. Isso é eleger o menos rejeitado da moda entre suas referências da pirâmide social. Ou não? Triste, penso eu…

Mas os políticos que estão no pleito para obterem cadeiras no poder legislativo ganham um concorrente forte contra seus intentos: o “lado” que sua agremiação optou por caminhar junto nos últimos quatro anos.  Penso que o eleitor também não vai querer votar num candidato que se colocou no lado ideológico do candidato à majoritária que esses mesmos eleitores consideram um inimigo de sua ideologia. Isso faz com que os partidos radicalmente colocados em lados opostos ganhem muitos votos legislativos daqueles candidatos tradicionais, que estão em agremiações centristas. Penso que isso quer dizer que o PL e o PT devem receber muitos votos de eleitores que optavam, em outros momentos,  por votar em agremiações “centristas” (ou oportunistas), simplesmente porque o eleitor não quer votar em que esteve do lado oposto de sua ideologia polarizada. O voto pelo “fígado” vai ser muito mais forte, o que tem o lado bom:  de políticos que olham para o futuro se posicionarem em agremiações autenticas, que defendem suas pautas e opõem as pautas dos adversários, ao invés de continuarem em partidos que arrumam espaço (e cargos) nos governos vencedores após os pleitos, sem pudor nem preocupação.

Todo o bônus tem um ônus. O universo é binário. Democracia é isso.  Olho no lance.

 

OPINIÃO – PARASITAR OU NÃO PARASITAR?

 

Partidos políticos insistem em lançar o que se chama de “pacotes de bondades” sempre em ano eleitoral, em alguns casos até no período eleitoral (ou não?). É que é proibido comprar votos (pelo menos abertamente).

Tem muito eleitor que escolhe o candidato pelo presente que esse ou àquele oferece para ele, tanto no período eleitoral quanto em programas de governo. E tem aquele que ainda brinca: recebe o presente e vota no concorrente para se fazer de espertinho frente aos seus grupos sociais…Só que não existe almoço grátis. O eleitor que vota em quem vende seu mandato (legal ou ilegalmente) com compra de votos vai ter de aturar um governo em seu espaço de vida que vai deixar de fazer muita coisa que deveria ser feita, justamente porque, aquele dinheiro que ele deu ou dá de forma sistêmica (bolsas – subsídios, aumentos salariais, perdão de dívidas e etc.),  vai fazer falta para tampar um buraco numa estrada em tu passa, oferecer um leito  em um hospital que tu precisa, construir uma casa que foi derrubada por um desastre natural que poderia ser tua… e muito mais.

O parasita social se acopla num sistema para buscar alimento. O bom é ter alimento garantido (para sobrevivência ou esmola), mas o ruim é ter de ficar morando ali, junto com o hospedeiro e suas características, muitas vezes não muito boas… (ou não?).  Parasitar tem Bônus, mas também têm ônus. Por isso buscar a independência é o melhor caminho (penso eu). Para não ter de pedir, basta não precisar. E para não precisar, basta não parasitar.

 

  RECEITA ELEITORAL: SANTA CATARINA É OUTRO PAÍS!

 

Quando eu transito por Santa Catarina, noto cada vez mais que as políticas públicas que são priorizadas pelos gestores daquele Estado e de seus  municípios são muito menos invasivas na vida das pessoas através de restrições e cobrança de tributos e taxas. O resultado é que em SC os preços das coisas são MUITO mais baratos, em alguns casos. O atendimento de demandas das pessoas em ambientes públicos e privados é mais objetivo e eficiente do que no RS, por exemplo. Ou seja. Parece que lá a liberdade dos pares é mais respeitada do que no RS.

Os ranços de muitos movimentos, que aumentam os obstáculos para que quem produz progrida ou para que mais empreendedores entrem no sistema, pode estar sendo a causa da diferença da vida entre moradores do RS e do estado de SC.   Se lá os preços são menores (muito menores em muitos casos) e a qualidade é melhor, o RS ‘toma de relho’ (dos dois lados) na estratégia de motivar pessoas a morarem ou trabalharem no nosso estado.

Sugiro que algum candidato à governador coloque o espelhamento em SC para a aplicação das políticas públicas no RS. Mas tem que envolver tudo, inclusive critérios na área de Educação, Segurança e Saúde, evitando que movimentos parasitas tomem os recursos dos cofres por coerção como nota-se em muitos casos.

 

HOMENAGEM JUSTÍSSIMA A VERA LIA FORATTINI CAVALHEIRO

 

O mandato do vereador Zé Milanez na Câmara de Torres organizou um decreto legislativo, em nome da Casa Legislativa, para conceder Título de Cidadã Honorária do Município de Torres a Senhora Vera Lia Fortini Cavalheiro, “por bons serviços prestados à comunidade”.

Há anos Vera Lia publica em A FOLHA Torres, na temporada de verão, uma página com o ambiente social dos veranistas, muitas vezes se relacionando com moradores locais, o que é uma coisa interessantíssima e progressista, porque os interesses dos dois tipos de frequentadores são diferentes: os veranistas donos de imóveis em Torres (alguns centenários) vêm para cá para veranear, se divertir e descansar. Os moradores na temporada muitas vezes estão no outro lado do balcão, oferecendo produtos e serviços para esses veranistas, em busca de desenvolvimento de suas vidas produtivas.

Essa integração é linda, na minha opinião. E Vera Lia, junto com a SAPT (onde sempre foi sócia e por muitos anos diretora) teceram essa congruência através de articulações -sejam institucionais ou informais – dos veranistas com os locais e as autoridades gaúchas e nacionais, para ajudarem Torres a se tornar cada vez mais civilizada (um dos objetivos dos seres humanos no universo). Se divertir e veranear com gosto é garantia de progresso de vida dos torrenses fixos, que vivem do resultado dessa equação.

Parabéns ao vereador Zé Milanez pela lembrança de valorizar os veranistas ativos na cidade como um dos pilares de sustentação local em sua história. E parabéns a Vera Lia.




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