OPINIÃO – PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA: GENERALIZAÇÃO NÃO ADIANTA, MAS SIMPLIFICAÇÃO CORAJOSA, SIM

Opinião – Acho que temos que fazer uma blitz de segurança em Torres. Uma espécie de política de TOLERÂNCIA ZERO na cidade

27 de abril de 2026
Coluna semanal de Fausto Jr. - A FOLHA - Torres - RS

O vereador Rogerinho (PP) na Câmara na segunda-feira (22/4) elogiou um texto – escrito por um cidadão atento e publicado no jornal A FOLHA Torres, intitulado Torres Sobre Alerta – que, dentre muitas inteligentes informações, o autor analisa que a falta de segurança da cidade é ocasionada (dentre outros fatores) pelo aumento de pessoas em situação de rua. Mais uma vez, o vereador também se referiu ao mesmo problema, causado, para ele, na Praia da Cal e no bairro São Francisco, citando o roubo acontecido por meliantes a uma residência, quando levaram muita coisa da casa de uns  veranistas, que parece  agora não querem mais veranear em Torres. E debitou o caso a existência ainda da Casa de Passagem na região, equipamento cujo local tem criticado sistematicamente.

Zé Milanez (PSDB) também lamentou o roubo desta e de outra casa. Lamentou ainda que “também roubam calhas de alumínio”, inclusive citando o furto da casa de um parente. “E as pessoas estão por aí… Até da Igreja já roubaram”, esbravejou.

Sobre o mesmo assunto, o vereador Moises Trisch (PT) apresentou certo ponto contraditório aos colegas. Disse que morou durante anos na mesma rua onde houve os roubos, na Praia da Cal. E que em outros anos ocorreram várias situações similares no lugar, mas que ocorreram quando não havia sequer ideia de Casa de Passagem em Torres. O vereador acha que é prematuro creditar para as pessoas em situação de rua a culpa das invasões com roubo nas casas, embora tenha dito que concorda que a sociedade continue cobrando do prefeito Delci um novo endereço (o 3º para a Casa de Passagem) para que saia da Praia Da Cal/ São Francisco, “porque o prefeito prometeu”, disse.  Moisés pede que haja mais estudos/ provas para, efetivamente, debitar as mazelas aos casos ligados a casa que acolhe pessoas em situação de rua, implementada e polemizada em Torres.  No final, sugeriu ainda que as autoridades da segurança busquem os receptadores de mercadorias roubadas, para pegar ‘o fio da meada’ que leva aos verdadeiros ladrões.

Opinião – Acho que temos que fazer uma blitz de segurança em Torres. Uma espécie de política de TOLERÂNCIA ZERO na cidade. Se as autoridades começarem a levar para a delegacia pessoas que cometem pequenos delitos para serem processadas efetivamente (e julgadas pela lei) a possibilidade de os espertinhos e vagabundos irem embora é grande. Malandro e preguiçoso não ficam em ambiente onde descobrem ‘suas malandragens’.  Dá muito trabalho e não é malandragem, é ‘coisa de mané’.

 

PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA: GENERALIZAÇÃO NÃO ADIANTA, MAS SIMPLIFICAÇÃO CORAJOSA SIM II

 

Sobre morar em lugar público, agora parece que usar as casinhas de Salva-vidas como hotel 0800 (gratuito) virou moda. Já são duas na Praia Grande (em Torres) que estão ocupadas. Antes de usarmos a justificativa da necessidade de retirar as casinhas, para não serem depreciadas pelo tempo, sugiro que os hóspedes sejam convidados a sair do lugar.

Veranistas e turistas que vêm a Torres para passear na beira da praia (80% da motivação local) não vão querer voltar para cá se continuarem a ter de evitar suas caminhadas a beira mar, com razão porque ninguém gosta de ver pessoas fazendo xixi e cocô nos arredores das casinhas de salva vidas ao acordar, o que é uma tarefa obrigatória do ser humano, mas que não é indicada para ser feita na rua, na praia, nas dunas, nem em qualquer local público aberto.  Ou é?




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