Destaques nas metas de Saúde de Torres foram apresentados em reunião do Conselho Municipal

Programa para aplicação de mais de R$ 800 mil em emendas foi também aprovado na mesma reunião do Conselho

20 de outubro de 2025

Na terça-feira (14 de outubro), ocorreu a reunião mensal do Conselho Municipal de Saúde de Torres. Presentes, além de conselheiros e cidadão, alguns estudantes universitários que vão a reunião de tempo em tempo (para agregar o conhecimento prático aos currículos).

Na pauta, dentre vários assuntos, o destaque ficou para a apresentação do programa de utilização de recursos enviados por emenda parlamentares (de bancadas do governo federal) para ser agregado ao sistema de Saúde Municipal. Lembrando que é necessário que tais recursos, quando direcionados a área de saúde, passem por aprovação do Conselho antes de ser implantado.

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Também foi feita a apresentação do Relatório quadrimestral dos atendimentos de Saúde em Torres, pactuados com a coordenação localizada em Osório (18° CRS), que por sua vez representa o governo do RS perante o trabalho regional no SUS.

 

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Oftalmologia e Odontologia

 

Os R$ 814 mil em emenda de bancada aprovado pelo Conselho foram direcionados para serem aplicados:

1 – Em consultas adicionais compradas pela municipalidade para atendimentos e procedimentos odontológicos;

2 – Para disponibilizar mais atendimentos oftalmológicos para torrenses, que serão oferecidos após processo licitatório, no qual o Hospital Nossa Senhora dos Navegantes (HNSN) deverá participar para ser o operador dos atendimentos de Saúde secundária – buscando suprir a oferta deste tipo oriundas do governo estadual, caso seja classificado no certame.

 

Destaques nas metas pactuadas (período maio/agosto)

A seguir, a secretária de Saúde de Torres, Neusa Oriques, quando da apresentação do resumo do relatório quadrimestral das metas de saúde, iniciou sua fala afirmando que a secretaria não havia ainda tido tempo de colher frutos sobre projetos e programas de melhorias ou mudanças no sistema municipal. A justificativa foi a de que não havia, ainda, sido contratados os recursos humanos demandados pelos projetos do governo municipal (cuja gestão iniciou em janeiro).

 

A seguir, Neusa apresentou de forma sintética e objetiva os números consolidados do quadrimestre (período entre maio e agosto), com os seguintes destaques:

A mortalidade infantil no período de 1º de maio a 31 de agosto (segundo quadrimestre) ficou em 7%, o que significa apenas um óbito no período.

Três crianças nasceram com Sífilis congênita (quando a mãe passa para o filho a doença por não saber que estava infectada)

Dos 4 novos casos de tuberculose que apareceram no quadrimestre, três fizeram teste de HIV (um protocolo do SUS para investigação de riscos). E mais uma vez foi constatado que estes casos vêm de pessoas em situação de rua.

Houve um óbito por AIDS neste período (quadrimestre) e não houve registro de caso de Aids em Criança.

Foram registrados no sistema de Torres três óbitos causados por Câncer de Mama (nos 4 meses em questão).

Proporção de gravidez na adolescência registrada se destacou por ser alta m relação à média do RS. Ficou em, 7,8%, que quantificam 11 adolescentes.

Os casos de suicídio na cidade têm subido e ultrapassado a média estadual, embora não tenham necessariamente relação com pacientes do CAPS (Centro de Atendimento Psico Social – conforme destaque na apresentação). Mas existem 600 casos ATIVOS no mesmo CAPS, o que sinaliza que a procura por equipamentos de Saúde Mental em Torres vem em uma crescente, portanto a ser mais bem observada.

Houve 47 internações hospitalares por demandas de Saúde Mental, no período entre maio e agosto.

 

100% dos óbitos relacionados ao trabalho foram investigados pelo sistema, para cumprir o protocolo de investigação das causas (como manda a cartilha).

 

A secretária encerrou sua participação apresentando algumas notícias de melhorias no sistema de saúde local, assim como respostas aos pedido de providências oriundos de conselheiros, principalmente de um grupo elencado para fazer uma espécie de avaliação da situação física dos postos de Saúde municipais.

O Programa TEA Colhe, que trata de atendimentos feitos no município pra pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista) está em fase de implementação. E o programa estadual PIM (Primeira Infância Melhor) – também do governo estadual, recebeu cadastramento do município de Torres e em breve deverá ser feito o convênio para retomada do projeto na cidade, após ter sido interrompido por alguns anos.

O Consultório na Rua, projeto criado para atender pessoas em situação de rua presentes na cidade, também está em fase final de gestação.

 

Projeto de contingência da dengue

 

O diretor da Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde, Jonas Brocca, também falou na reunião do Conselho acerca do Plano de Contingência da Dengue – que iniciou teoricamente em março, mas salientou que a central de Osório só mandou recentemente o Plano adequado.

O destaque da apresentação técnica do programa e da importância dos protocolos ficou para o dado em que mostra que a cidade de Torres está abaixo no registro de casos positivos de Dengue – em comparação com o ano passado (quando houve a máxima histórica dos casos da doença em Torres). Em 2025 foram registrados até o momento 70 casos, quando em 2024 foram 508 ao todo.

Mas o especialista alertou para o cuidado que se deve ter para redução de contágio de dengue (através do mosquito Aedes Aegypti), salientando que a prevenção é uma responsabilidade coletiva.

A próxima reunião do Conselho de Saúde deverá acontecer como sempre na segunda terça-feira do mês, em novembro.

 

 

 

 

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Publicado em: Política






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