DOCUMENTO FUNDAMENTAL: ICMBio aprova o Plano de Uso Público da Ilha dos Lobos

A partir de uma consulta realizada pelo ICMBio, a sociedade apontou as atividades as quais havia interesse de serem realizadas na Ilha dos Lobos: mergulho, passeio de barco, surfe tow-in, stand up padel e caiaque. Algumas serão autorizadas em breve

FOTO – Turismo embarcado próximo a Ilha dos Lobos consta no Plano de Uso (FOTO - ICMBio Revis Ilha dos Lobos)
27 de fevereiro de 2025

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) aprovou em dezembro de 2024 o Plano de Uso Público do Refúgio de Vida Silvestre (REVIS) da Ilha dos Lobos. Este documento é fundamental para o planejamento e definição de estratégias de visitação de forma ordenada, com uma dinâmica que não cause interferências inaceitáveis na biodiversidade local ao passo que seja capaz de criar conexões entre os visitantes e a natureza, sensibilizando o público e gerando apoio da sociedade à conservação da biodiversidade.

A partir de uma consulta realizada pelo ICMBio, a sociedade apontou quais as atividades nas quais havia interesse de serem realizadas na Ilha dos Lobos. Assim, as cinco atividades apontadas foram: mergulho, passeio de barco, surfe tow-in, stand up padel e caiaque. “É importante notar que nenhuma atividade já está autorizada neste momento, mas algumas serão em breve”, destaca a gestão do ICMBio Revis Ilha dos Lobos.

O processo de elaboração deste documento foi conduzido pelo ICMBio com o apoio de um grupo de trabalho do conselho gestor da unidade composto por UNISINOS, ABBTUR e Secretaria Municipal de Turismo de Torres. Além disso, foram chamados praticantes destas modalidades para tratar dos detalhes e possíveis riscos associados a cada atividade.

Aline Kellermann (Chefe substituta da unidade) esclarece que cada atividade terá um instrumento específico de autorização, sendo que algumas modalidades iniciarão primeiro, como o turismo embarcado, Stand up padle e caiaque.

Neste sentido, Aline lembra da importante parceria do ICMBio com a Unisinos e o Gemars (Grupo de Estudos de Mamíferos aquáticos do Rio Grande do Sul) que viabilizou um projeto de pesquisa denominado “Torres para o Mar” para avaliar o impacto da presença de embarcações na Ilha dos Lobos. “Desta forma, já temos informações para publicarmos um edital de credenciamento das embarcações que atendam as condições estabelecidas para um passeio contemplativo com mínima interferência para o ambiente”, ressalta.

 

Mergulho e surfe de tow-in necessitam estudos prévios

Já outras atividades como o mergulho e o surfe de tow-in ainda necessitam de estudos prévios à sua liberação, conforme os reesposáveis pela gestão do ICMBio Ilha dos Lobos. Neste sentido, está sendo construído um acordo de cooperação técnica entre ICMBio, Associação de Surfistas de Torres (AST) e Gemars para a execução de uma pesquisa sobre a viabilidade ambiental do surfe de tow-in no REVIS Ilha dos lobos que deve iniciar este ano e se estender ao longo de três anos.

Os próximos passos são a construção do Protocolo de Gestão da Segurança da Visitação e do Plano de Ação Emergencial da Visitação, que deve contar com o apoio da Marinha do Brasil e Corpo de Bombeiros. Juliano Rodrigues Oliveira, chefe da área protegida, destaca que a construção destes instrumentos é feita de forma participativa com a sociedade e órgãos responsáveis, e que assim que esses protocolos estiverem prontos, as primeiras atividades já poderão ser realizadas ainda este ano.

Com isso, o ICMBIio espera-se que a Ilha dos Lobos seja mais um atrativo ambiental importante em Torres, contribuindo para o desenvolvimento sustentável ao mesmo tempo em que garante a conservação desta área natural protegida.

FOTO por ICMBio Revis Ilha dos Lobos

Publicado em: Meio Ambiente






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