Evento Nacional de Futevôlei em Torres foi elogiado, mas local e patrocínio público foram questionados

Vereadores que votaram contra aprovação da lei que viabilizou o patrocínio mantiveram opinião oposta da prefeitura. O fato de não ter sido na praia foi questionado

21 de setembro de 2025

No final de semana passado, dias 12, 13 e 14 de setembro, foi realizado em Torres a 12ª etapa do Campeonato Brasileiro de Futevôlei. O evento aconteceu no Parque do Balonismo e foi organizado pela empresa Estação Open, em Parceria com a Secretaria de Turismo do RS e Prefeitura de Torres (Além de outros vários patrocinadores, como a Montebello Construtora).
Na sessão da Câmara Municipal de Torres da segunda-feira, dia 15/9, a realização deste evento foi pauta de muitos pronunciamentos de tribuna dos vereadores. É que o evento foi o primeiro a ser patrocinado pela Prefeitura sem aprovação anterior da Câmara – matéria que foi tema de debates protagonizado pela oposição ao governo Delci (antes de sua votação), mas que foi aprovada por ampla maioria da Casa Legislativa, apenas com dois votos contra.

 

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O vereador Rogerinho Evaldt (PP) foi o primeiro a parabenizar a prefeitura pelo evento. Ele afirmou que foram R$ 160 mil oriundos da municipalidade torrense, mas “com ótimos retornos” indiretos (no turismo) e diretos. Ele citou as várias cargas de areia adquiridas na cidade – que teriam custado R$ 80 mil – como exemplo de retornos diretos para a comunidade, através de consumo e imposto aqui em Torres.
A seguir, o presidente da Câmara, vereador Igor Beretta (MDB), também em seu espaço de tribuna comemorou o sucesso do evento de futevôlei. Disse que “estava temeroso acerca do sucesso”, mas a seguir parabenizou o secretário de Turismo “pelos resultados efetivos” que o evento trouxe, “o que a cidade necessita”, conforme disse.
Zé Milanez (PL) também comemorou e afirmou que, para ele, “o sucesso do evento do Futevôlei aconteceu por conta da lei que permite o patrocínio da prefeitura”. E disse, ainda, que a cidade deverá ter mais muitos outros aproveitando esta concessão de patrocínios. O vereador Cláudio Freitas (Rep) também elogiou os realizadores do evento no Parque do Balonismo, também citando a importância da lei que permite que mais eventos como o Nacional de Futevolêi sejam patrocinados pela municipalidade.

 

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Por que não foi na Praia?

Já a vereadora Carla Daitx (PP) utilizou o seu espaço de tribuna da Câmara com uma indagação: “vocês sabem quantos km de praia temos em Torres?” E respondeu ela mesma: “são 23 km divididos em 6 praias”. A vereadora se baseou neste raciocínio para dizer que achou errado que a etapa Nacional do campeonato de futevôlei não tenha sido realizada em alguma das praias torrenses, já que são feitos em areia, que tem em abundância na praia. “Toneladas de areia foram compradas e colocadas (no gramado do Parque do Balonismo) e agora terão que retirar todo o material colocado na grama”, reclamou, lembrando que, se fosse nas praias, além de não ter de comprar areia, o público teria a vista do mar junto com a vista do jogo, o que seria um diferencial.
A vereadora também expôs sua reticência por ter sido dada isenção da cobrança de taxa do evento, junto ao parque do Balonismo. E terminou seu pronunciamento citando, como exemplo, o evento anual das finais dos torneios de verão do SESC, lembrando que estes são realizados na Praia Grande (junto aos quiosques) sempre com sucesso e sem maiores custos para a prefeitura. Mas, finalmente achou que a realização do evento de Futevôlei foi importante, e comemorou o sucesso para Torres. Somente não concordou com o formato e local, além do patrocínio da prefeitura – citando que foi uma das que votou contra a lei, “que foi utilizada prontamente pela municipalidade, logo após a aprovação e promulgação”, cutucou a oposicionista.
O vereador Gimi Vidal (PP) foi mais adiante.

Lembrou que em 2018, o governo Carlos Souza articulou para receber em Torres o campeonato mundial de Beach Tênis, “sem nenhum recurso público municipal (investido)”, disse. Citou ainda etapa qualificatória ao mundial de surfe, realizada em Torres em 2004, sem recursos financeiros da Prefeitura. Isto para compartilhar sua opinião, de que a prefeitura não precisa patrocinar eventos: pode traze-los de graça, como disse. (*editado por Guile Rocha)

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Publicado em: Política






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