Na última semana de agosto, a Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal de Torres, promoveu um encontro marcante em alusão ao Agosto Lilás – mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. Com lotação máxima do plenário, o evento – conduzido pela procuradora da Mulher, vereadora Carla Daitx, e pela procuradora adjunta, vereadora Deise Clezar – reuniu autoridades, lideranças e a comunidade em um espaço de fé, reflexão, emoção e mobilização.
A iniciativa contou com a participação do padre Ozeias, que conduziu um momento de bênção e valorização da figura feminina. Também integraram o bate-papo, mulheres que atuam na linha de frente do combate à violência: a soldado Cimara Obem, da Patrulha Maria da Penha, que nos falou sobre o trabalho realizado em Torres e a importância da rede de proteção; a inspetora Maristela de Souza, da Sala das Margaridas da Polícia Civil, que compartilhou como é feito o acolhimento das vítimas e reforçou a importância da denúncia; a diretora do Presídio Estadual Feminino de Torres, Daniela Gonçalves Marques, que trouxe reflexões sobre os desafios vividos pelas mulheres em situação de privação de liberdade; e a professora Andréa Melo, coordenadora do Projeto Maria da Penha nas Escolas, que apresentou os resultados transformadores do trabalho de prevenção junto a crianças e adolescentes.
A realidade por trás das estatísticas
Os números atuais revelam a urgência do tema: somente em 2024, o Brasil registrou 1.492 feminicídios – em média, quatro mulheres assassinadas por dia, apenas por serem mulheres.
No Rio Grande do Sul, mais de 52 mil mulheres sofreram algum tipo de violência doméstica neste ano. No primeiro semestre, foram 26 mil registros, além de 134 tentativas de feminicídio e 36 mortes confirmadas no RS.
“Esses números não são estatísticas frias: são vidas interrompidas, famílias destruídas e sonhos apagados”, destacou a procuradora, vereadora Carla Daitx.
Rede de apoio e desafios em Torres
Em Torres, além da Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar e da Sala das Margaridas da Polícia Civil, as mulheres contam com o Centro de Referência da Mulher, mantido pelo Executivo Municipal, que oferece apoio psicológico, jurídico e social. Ainda assim, os desafios persistem. Muitas vítimas permanecem em silêncio por medo, vergonha ou dependência financeira e emocional.
“Nosso maior compromisso enquanto Poder Público é ampliar a rede de proteção, incentivar campanhas educativas e ouvir quem está na linha de frente nesse enfrentamento. Mas também queremos deixar uma mensagem para as mulheres: Você não está sozinha! Se você sofre violência ou conhece alguém nessa situação, procure ajuda. Ligue 180. Denuncie. A Procuradoria da Mulher da Câmara de Torres está de portas abertas para acolher e apoiar”.
O evento, marcado pela união de forças e pelo engajamento coletivo, reforçou que o Agosto Lilás não deve ser apenas simbólico, mas sim um chamado diário à luta contra a violência de gênero. “A vida das mulheres não pode esperar”, concluiu Carla. (FONTE – Maiara Raupp – Gabinete ver. Carla Daitx)
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