“Flores Partidas” de Jim Jarmusch na tela do Cineclube Torres

O mito de Dom Juan e uma possível paternidade numa produção independente estadunidense estarão na sessão desta segunda (08/07) - no ciclo sobre laços familiares do Cineclube

6 de julho de 2024

Continua o ciclo de julho do Cineclube Torres com um filme de um dos mais interessantes e anómalos diretores dos EUA: “Flores Partidas”, de Jim Jarmusch, que ao longo da sua carreira trabalhou sempre com orçamento limitado, sendo considerado um autêntico representante do cinema independente.

O filme foi indicado à Palma de Ouro na edição do Festival de Cannes de 2005, só perdendo para “A Criança” dos irmãos Dardenne, mas acabando por ganhar o Grande Prémio do Júri daquele ano.

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A sessão, com entrada franca, terá a exibição do filme na segunda (dia 8), às 20h –   integrando o ciclo “Assuntos de Famílias” na programação continuada de segundas feiras na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo (na escola Up Idiomas, Rua Cincinato Borges 420, centro de Torres). O trabalho é realizada pelo Cineclube Torres, associação sem fins lucrativos em atividade desde 2011, Ponto de Cultura certificado pela Lei Cultura Viva federal e estadual, Ponto de Memória pelo IBRAM, contando para isso com a parceria e o patrocínio da Up Idiomas Torres.

 

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Sobre o filme

Com esta fama de cineasta independente, mesmo sem orçamentos milionários, ele sempre consegue trabalhar com excelentes atores e atrizes: só nesse filme para contracenar com o protagonista masculino encontramos nada mais nada menos que Sharon Stone, Frances Conroy, Jessica Lange, Tilda Swinton e Julie Delpy.

O protagonista, Don Johnston, interpretado por um antológico Bill Murray, é um conquistador e solteirão convicto, que terminou recentemente mais um namoro. Repentinamente ele recebe uma carta que diz que ele possui um filho de 19 anos. Surpreendido e curioso, Don decide então partir pelos Estados Unidos em busca do filho desconhecido, encontrando assim as mulheres com as quais teve relações no período.

É obvia a relação entre Dom Johnston e Dom Juan, mas nesse caso em lugar de um fascinante conquistador, temos um apático e cínico homem de meia idade, em plena crise existencial, numa viagem pelas estradas e subúrbios norte-americanos.

Para acompanhar esse périplo do protagonista, uma excelente trilha sonora hipnótica estilo Ethio-Jazz (Jazz da Etiópia) do Mulatu Astatke, músico até então praticamente desconhecido ao grande público que graças ao filme ficou merecidamente valorizado.

 

 

 

 

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Publicado em: Cultura






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