No coração da vida esportiva de Torres, há uma memória que ecoa até hoje: o som da bola de tênis quicando nas quadras da SAPT. Muito além de um jogo, o tênis representou status, convivência e projeção para a cidade, trazendo para o litoral gaúcho um esporte que dialogava com o cosmopolitismo dos balneários mais sofisticados do país.
Na década de 1940, com a construção do Edifício Amigos de Torres, a SAPT deu um salto em termos de infraestrutura social e cultural. Mas logo ficou claro que aquele espaço, sofisticado e urbano, não contemplava uma das demandas crescentes dos associados: a prática de esportes.
Não havia quadras, nem áreas abertas para atividades físicas, esse limite se transformou em motivação. Foi justamente o desejo de investir no esporte como parte da vida dos associados que levou a diretoria a planejar uma nova sede, maior e mais completa, às margens do Rio Mampituba.
Assim nasceu, nos anos 1960, a terceira sede da SAPT, projetada para unir esporte, lazer e convivência. Ali seriam construídas as primeiras quadras de tênis oficiais, este esporte em especial, despontava como esporte de prestígio, capaz de atrair tanto moradores quanto veranistas, e logo se consolidou como símbolo da nova fase da associação.

O prestígio do tênis em Torres atingiu seu auge quando a SAPT recebeu grandes nomes do esporte nacional. Entre eles, Thomas Koch, ídolo do tênis brasileiro nas décadas de 1960 e 70, e Maria Esther Bueno, maior tenista da história do Brasil e uma das maiores do mundo, vencedora de Wimbledon e do US Open. Suas passagens pela sede não foram apenas eventos esportivos, mas marcos culturais que movimentaram a cidade e reforçaram a posição da SAPT como centro de referência no esporte.
Alguns anos depois, a SAPT ousou mais uma vez e ergueu uma quadra coberta, estrutura rara para cidades do interior e ainda mais para uma região litorânea. A cobertura permitia que os treinos e partidas não fossem interrompidos pela chuva ou pelo vento característico de Torres, garantindo regularidade à prática e atraindo novos praticantes. Essa inovação colocou a SAPT em posição de destaque no cenário esportivo gaúcho.
Mas a história não ficou no passado. Até hoje, as quadras seguem vivas e pulsantes, com esportistas brilhantes competindo em rankings internos e regionais, disputando campeonatos e representando a SAPT, também, em torneios fora da cidade. Professores experientes, muitos deles formados na própria tradição do clube, seguem ensinando e inspirando novos talentos, garantindo que o futuro do tênis em Torres esteja assegurado.

As quadras de tênis da SAPT não ficaram paradas no tempo. Todos os anos, passam por melhorias e manutenções que garantem sua qualidade e preservam o padrão exigido pelas práticas esportivas modernas. Da troca do saibro às atualizações na iluminação, passando pela adaptação dos pisos e das estruturas de apoio, a associação tem buscado manter os espaços sempre de acordo com as tecnologias atuais, assegurando conforto aos jogadores e mantendo viva a tradição esportiva que há décadas caracteriza o clube.
Assim, o tênis na SAPT continua sendo mais do que partidas vencidas ou perdidas. É tradição, é encontro, é futuro. É a lembrança de que, a cada saque, a cada voleio e a cada ponto disputado, segue-se escrevendo uma história que começou com o sonho de ter quadras à beira do Mampituba, e que, desde então, sempre cresceu.








