HISTÓRIAS QUE A SAPT GUARDA: Natação e os mergulhos que marcaram época em Torres

"Em 1967, a Sociedade dos Amigos da Praia de Torres (SAPT) inaugurava suas piscinas na recém consolidada sede esportiva às margens do Rio Mampituba. O feito marcou a vida social e esportiva da cidade: mais do que uma obra, foi símbolo da vocação do clube em unir esporte, lazer e convivência em tempos de crescimento acelerado"

14 de setembro de 2025

Em 1967, a Sociedade dos Amigos da Praia de Torres (SAPT) inaugurava suas piscinas na recém-consolidada sede esportiva às margens do Rio Mampituba. O feito marcou a vida social e esportiva da cidade: mais do que uma obra, foi símbolo da vocação do clube em unir esporte, lazer e convivência em tempos de crescimento acelerado.

Antes mesmo das piscinas, a natação já fazia parte do cotidiano dos associados. O Rio Mampituba era espaço de treinos e desafios: um trampolim instalado atraía jovens e corajosos, que se lançavam em mergulhos e braçadas contra a correnteza. Era ali também que muitos se preparavam para aventuras maiores.

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Outro fato interessante foi a Travessia da Ilha dos Lobos, criada na década de 90. Levados de barco até a ilha, os nadadores retornavam até a Praia Grande enfrentando sol, ondas e sal, numa prova de resistência que se tornaria um dos eventos mais emblemáticos do calendário esportivo de Torres, e que teve na SAPT um berço de atletas orgulhosos em representar o clube.

 

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A inauguração das piscinas trouxe nova dimensão à prática. Para muitos, era um privilégio ter um espaço planejado, com vestiários e áreas de convivência, em um cenário privilegiado às margens do rio. Ali, crianças deram seus primeiros mergulhos, jovens treinaram com disciplina e famílias inteiras transformaram a natação em parte da rotina de lazer. Mais do que esporte, era experiência coletiva, carregada de vínculos afetivos.

 

 

Mudanças com o tempo

Com o passar das décadas, as piscinas da SAPT passaram por constantes melhorias. Inicialmente abertas e sem aquecimento, receberam uma cobertura em lona, destruída pelo ciclone Catarina em 2004. A tragédia climática motivou um investimento ainda mais sólido: a instalação de uma cobertura fixa de vidro e alumínio, resistente e atual, que trouxe conforto e beleza ao espaço.

FOTO – Cobertura em lona: acabou destruída pelo Ciclone Catarina, em 2004

 

A parte técnica também evoluiu. O aquecimento, antes a lenha, passou a ser feito com pellets, opção mais limpa e sustentável. O tratamento da água deixou o cloro em segundo plano e ganhou a tecnologia do ozônio, garantindo mais conforto aos nadadores. A acessibilidade também avançou com a instalação de rampa de elevação, além da modernização de vestiários e áreas de apoio.

Assim, a história da natação na SAPT se escreve em etapas: do trampolim no Mampituba às braçadas rumo à Ilha dos Lobos, dos mergulhos inaugurais de 1967 à piscina moderna de hoje. Uma trajetória de coragem, inovação e pertencimento, que segue viva a cada mergulho dado sob o reflexo da água azul.

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Publicado em: Cultura






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