Histórias que a SAPT guarda: Os convites e encontros em Torres (ao acaso ou com hora marcada)

"Há quase noventa anos, o clube testemunha pessoas se aproximando, ideias se trocando e histórias se entrelaçando. Seus salões, jardins e quadras já viram de tudo em Torres: decisões importantes, amizades que nasceram por acaso e amores que resistem ao tempo"

8 de novembro de 2025

A SAPT sempre foi, acima de tudo, um lugar de encontros. Há quase noventa anos, o clube testemunha pessoas se aproximando, ideias se trocando e histórias se entrelaçando. Seus salões, jardins e quadras já viram de tudo: decisões importantes, amizades que nasceram por acaso e amores que resistem ao tempo.

Nos encontros formais, como as reuniões do Conselho e as sessões solenes, está a alma dirigente da SAPT. São momentos de diálogo e de responsabilidade, em que se traçam caminhos e se preserva a essência do clube. Nas reuniões da diretoria com os membros ativos, a pauta é sempre o presente e o futuro da instituição, mas também o companheirismo de quem partilha um mesmo propósito.

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Depois vêm os encontros informais, talvez os mais saborosos. Conversas que nascem após uma partida de beach tennis, de futebol, tênis, e que, entre risadas, acabam abordando política, cultura e a vida da cidade. Quantas vezes, nessas rodas descontraídas, decisões e ideias importantes não ganharam forma? A história local também se constrói assim, em meio ao esporte, à amizade e ao entusiasmo de quem ama o que faz.

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Festas e Encontros do Cotidiano

 

E há ainda os encontros do cotidiano, que guardam o lado mais afetivo da SAPT. As segundas-feiras de bingo infantil, por exemplo, que reúnem gerações inteiras: crianças ainda quentinhas do sol da praia, o cheiro de protetor solar no ar, o colorido das roupas de verão e o jardim sempre florido. É um cenário de aconchego, de familiaridade, de tradição.

As festas também fazem parte dessa memória coletiva. Quantos aniversários, formaturas, casamentos e bailes, como o Baile Faroeste, já embalaram os salões? Entre eles, o carnaval ocupa um lugar especial. Desde os antigos bailes de salão até os carnavais infantis, cada época tem sua marca, seu brilho e sua trilha sonora.

Posso dizer, inclusive, que a minha própria história tem raízes nesses encontros. Lá pela década de 1950, meus avós se conheceram nos bailes da SAPT. Entre orquestras e serpentinas, dançaram as primeiras músicas de uma vida que se uniria para sempre. Quando penso nisso, entendo por que o clube me parece tão vivo — ele pulsa as histórias de quem o frequenta.

Anos depois, já durante um carnaval infantil, testemunhei um reencontro que me fez lembrar deles. Um pai, com sua filha pela mão, cruzou o olhar com uma moça que também acompanhava o filho. O diálogo foi breve, mas carregado de tempo e de emoção:

— Nossa, há quanto tempo não nos víamos por aqui…

E ela respondeu, sorrindo:

— Uns vinte anos, talvez, desde aquele outro carnaval…

Pode ter sido apenas uma coincidência. Ou talvez mais uma das histórias que a SAPT guarda, dessas que ficam na memória, que resgatam lembranças e despertam sentimentos antigos. Porque é assim que o clube se mantém vivo: através dos encontros, os marcados, os inesperados, os que mudam vidas e os que apenas nos lembram de quem fomos.

A SAPT é, no fim das contas, uma grande guardiã de histórias. E cada uma delas começa do mesmo jeito: quando as pessoas se encontram.

 

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Publicado em: Cultura






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