A sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Torres, realizada na segunda feira (17 de março), acabou tendo como um dos destaques a presença de representantes locais do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Eles estavam lá para discutir suas demandas, mas especialmente para acompanhar um projeto de lei (que foi lido em 1ª sessão), que pede autorização parlamentar para contratações/ recontratações junto a equipe do SAMU. Mas os representantes deste serviço de saúde em Torres questionam os valores salariais atuais, salientando que sequer foram propostos reajuste aos cargos das equipes.
Foi elencado pelos profissionais da SAMU que suas condições de trabalho estão precárias. Eles disseram inclusive que, em diversas ocasiões, teriam investido recursos próprios para manter as ações do serviço de atendimento na cidade. Além disso, salientam que o projeto que está na Câmara – e prevê a contratação de novos profissionais – ignora reivindicações essenciais dos 43 trabalhadores que já atuam no SAMU há mais de três anos, desde 2022. Esses servidores dizem enfrentar o risco iminente de demissão em massa (pois o contrato atual está prestes a expirar)
Vereadores demonstram apoio as demandas
Na sessão anterior (realizada em 10 de março) os vereadores Gimi Vidal (PP) e Moisés Trisch (PT) já haviam sinalizado que não concordavam com a atitude da Prefeitura de Torres, acerca da nova estruturação dos quadros de trabalho da SAMU. E na sessão desta segunda-feira (17), vários outros vereadores acabaram se posicionando a favor da demanda dos servidores locais da SAMU (presentes no plenário do legislativo), alguns inclusive se posicionando de forma contundente, por conta do que chamaram de “injustiças” que existem na remuneração das equipes. O vice-prefeito de Torres, André Pozzi, também esteve presente e ouviu as manifestações.
O vereador Zé Milanez (PL) solicitou cópia na integra dos documentos, para formalizar a demanda dos servidores. Já Gimi chegou discursar questionando os poucos subsídios e vantagens sociais dos funcionários que atendem no SAMU de Torres, lembrando da importância do trabalho pré-hospitalar junto ao SUS (Sistema Único de Saúde) para salvar vidas. E destacou que, fez uma solicitação de uso da tribuna, para o representante do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência utilizá-la no dia 31 de março e explanar suas reivindicações à comunidade torrense.
Por sua vez, o presidente da Câmara, Igor Beretta (MDB) falou – ao final de outras várias manifestações de tribuna – que concordava que a Secretaria de Saúde Municipal precisaria realizar ajustes na pasta referente a situação dos profissionais da SAMU, mas disse pensar que a mazela nas remunerações a estes profissionais seriam oriundas de falta de atenção do antigo governo municipal. “Essa parceria entre a Câmara e o SAMU demonstra o compromisso com a vida e o bem-estar da população de Torres”, destacou Beretta.
Representantes do SAMU debateram também com Prefeitura

Já na manhã desta terça-feira (18), foi a vez do prefeito de Torres, Delci Dimer, conversar com representantes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e dialogar sobre os desafios locais enfrentados. Acompanhado do procurador-geral do município, Régis Souza, da secretária de Saúde, Neusa Oriques, e de uma equipe de servidores municipais, o prefeito ouviu as reivindicações e preocupações dos profissionais.
Durante a reunião, diversas as pautas foram colocadas em discussão, com destaque para as condições de trabalho e as melhorias necessárias para garantir o bom funcionamento do serviço. “Delci Dimer reforçou que a administração municipal trabalhará com cuidado e atenção para resolver as questões sem causar prejuízos aos servidores. A secretária de Saúde, Neusa Oriques, também ressaltou a importância da união entre gestão e servidores para superar os desafios e garantir um serviço de excelência. A administração seguirá acompanhando de perto a situação, buscando soluções que atendam às necessidades do SAMU e de seus profissionais”, destaca nota da Prefeitura de Torres. Mas na ocasião, não foi informado se o Projeto de Lei (encaminhado à Câmara pela Prefeitura) será ou não retirado da pauta, para ser avaliado novamente.







