Munidas de cuias, bombas e vários tipos de erva-mate orgânica, as equipes Serra e Litoral do Centro Ecológico passaram o 20 de setembro em Porto Alegre, convidando feirantes e consumidores da Feira Ecológica do Bom Fim e da Feira dos Agricultores Ecologistas (FAE) para o aniversário da ONG. A celebração será no final de outubro em Ipê, onde teve início em 1985 o projeto de pesquisa sobre produção agrícola sustentável que deu origem à organização.
“Quando a gente vai pra trabalhar na feira, não sobra muito tempo, mas a gente deu uma escapada lá, apreciou um pouco lá”, contou o agricultor Mauro Martins, do núcleo Três Passos da Associação dos Colonos Ecologistas da Região de Torres (Acert).
Da região de Torres, mais duas associações comercializam semanalmente na FAE: a Acert Raposa e a Associação dos Produtores Ecologistas de Morrinhos do Sul (Apemsul). Da Serra, cinco associações assessoradas pelo Centro Ecológico comercializam entre a FAE e FEBF: Apesi*, Apesc*, Apesaa, Cooperativa Aecia e Aesba.
A erva-mate orgânica desta e de outra mateada – já realizada na programação dos 40 anos do Centro Ecológico – é produzida em sistema agroflorestal pela família Zanotto, na Serra do Rio Grande do Sul.
*Associação dos Produtores Ecológicos da Sede de Ipê (Apesi)
*Associação dos Produtores Ecologistas de Vila Segredo (Apesc)
Feiras e Centro Ecológico
Depois de três anos de investigação, com apoio da Rede Terra do Futuro da Suécia, as práticas do projeto desenvolvido na propriedade rural de 70 hectares começaram a ser adotadas por famílias da Serra Gaúcha. Foi a partir da produção destas famílias que o Centro Ecológico passou a trabalhar também para construir canais de comercialização justa de alimentos ecológicos.
Assim, junto com a Cooperativa Coolmeia, promoveu, em 1989, a feira que hoje se chama FAE.







