A corrupção no Brasil e os juí­zes suecos

5 de junho de 2015

 

 

Por Claudia Wallin (blog Cartas da Suécia)

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í‰ muito importante espalhar essas informaçíµes, sobretudo í s vésperas do Judiciário tentar aplicar mais algumas violentas garfadas no bolso do contribuinte.

Na Suécia, juí­zes, além de ganhar salários menores do que os nossos, não tem nenhuma contribuição extra. Nenhuma mordomia: Pagam seu próprio aluguel. Pagam seu próprio almoço.Não recebem nenhuma ajuda para o transporte. O presidente da suprema corte vai de bicicleta ao trabalho. Entende-se que o salário do juiz lhe permite perfeitamente pagar sua refeição do próprio bolso.

Não ganham nada além do salário. Bem diferente daqui, onde os juí­zes acumulam tantas by browseonline"> RENDAS EXTRAS (que inclusive não são tributáveis), que chegam a ganhar perto R$ 100 mil, ou mais, num único mês. Se olharmos essa renda, em salários mí­nimos, na Suécia e aqui, a disparidade será brutal!

 

Paí­s sem mordomias

 

Na Suécia, não há nenhum Joaquim Barbosa a gastar R$ 90 mil de dinheiro público reformando seu próprio banheiro. O livro da Claudia Wallin, Um paí­s sem mordomias, conta que os suecos entenderam que a melhor forma de acabar com a corrupção não é endurecendo as puniçíµes. Ao contrário, as puniçíµes são brandas.

O que eles valorizam é acabar com a impunidade, o que é bem diferente. A luta contra a corrupção na Suécia, diz o livro de Wallin, começou pela redução das desigualdades de renda, para a qual contribui um sistema tributário baseado num conceito rí­gido de justiça fiscal: a sonegação é um crime graví­ssimo e os ricos pagam mais impostos.

A qualidade da mí­dia é financiada, por exemplo, por um imposto voltado especificamente para esse fim: patrocinar uma TV pública de altí­ssima qualidade, que produz reportagens investigativas contra as próprias autoridades, sem transformar isso “ como aqui “ em conspiraçíµes polí­ticas-judiciais para derrubar governos.

Outro fator fundamental na luta contra a corrupção foi a eliminação das mordomias para todo o serviço público: em especial para polí­ticos e juí­zes. Entende-se que qualquer mordomia, ao colocar uma autoridade em situação de desigualdade em relação ao cidadão comum, estimula a corrupção.A Suécia é campeã em transparência, em todos os ní­veis, incluindo os gastos do Judiciário.

Por fim, adotam um método que o Brasil também deveria seguir: em algumas obras mais custosas, onde sabem que haverá tentaçíµes, monta-se uma agência responsável por vigiar possí­veis desvios naquele caso especí­fico.

 

Lucro imoral?

 

Não almoço í s custas do dinheiro do contribuinte, diz um dos juí­zes da Suprema Corte da Suécia, Gí¶ran Lambertz, quando pergunto a ele se magistrados suecos têm direito a benefí­cios como auxí­lio-alimentação.

Nenhum juiz sueco têm direito a auxí­lio-moradia, auxí­lio-saúde, auxí­lio-alimentação, abono de permanência, prêmios, gratificaçíµes extras ou carro oficial com motorista. Em números atualizados, os salários dos magistrados suecos variam entre cerca de 15 mil e 30,2 mil reais.

Luxo pago com dinheiro do contribuinte é imoral, rebate Lambertz, que todo dia pedala até a estação ferroviária e pega um trem para o trabalho “ na instância suprema do Poder Judiciário.


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