A saudade éa maior prova que o passado valeu a pena.

6 de agosto de 2010

 

 

 

                                POR ZILKA JACQUES

 

Sarau musical

   

                            Neste sábado o Pátio encerrou o mês de julho com o show OS FULANOS. Apesar do frio e chuva o encontro estava bem animado. João Petrillo, Charles Rodeski     e Felipe Cardoso   formaram a banda em abril deste ano com o propósito de resgatar um Rock N Roll, o ritmo que movimentou geraçíµes nos anos 60/70/80 e que perdura até hoje. Com influências que vão de Los Hermanos, Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, passando por Belchior, Zé Ramalho, Jorge Bem Jor, Axi rose e Beatles, OS FULANOS usam estilos diversificados para agradar a todas as geraçíµes e pessoas a fim de curtir um som regado a violíµes, harmí´nica, guitarra e percussão.

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                  Os Fulanos

              Participação do público

 

                              Mesa de Cinema

   

                              A sensibilidade das pessoas esteve em alta na noite do filme Chico Xavier. A história baseada na vida do conhecido espiritualista agradou aos espectadores. Obrigada í  locadora do Alemão, a Melody, que providencia os filmes escolhidos e assistidos todas í s quintas-feiras, 20h.  

 

 

 

                                                                                                            Platéia

 

 

                            CINEartes

   

                  Retoma no segundo semestre, dia 11 de agosto í s 15h, com o filme Carlota Joaquina, a princesa do Brasil, uma narrativa caricatural sobre a vinda da corte português em 1808. Faremos na próxima sessão contraponto com o filme Memórias de um sargento de milí­cias, que mostra a vida cotidiana do povo, na mesma época.  

 

 

     

                            Revista literária

   

                            Domingo, dia 8, comemoramos o dia dos pais. E para homenagear a paternidade, vou assuntar sobre o meu pai, transcrevendo a crí´nica que lhe presenteei quando ele nos deixou. Dizia mais ou menos assim. Aí­ meu velho, quantas lembranças temos a recordar por mais de cinquenta anos de conví­vio. Participaste diretamente dos momentos mais significativos da minha vida. Lembro que me ensinaste a dançar antes dos meus 15 anos. Era valsa, bolero, tango. Lembro da vez que foste no colégio, porque já me achava grande, e assinaste uma permissão para que eu recebesse o boletim alegando que eu deveria ser responsável pelo meu desempenho escolar. Pedi liberdade e me ensinaste os limites.

                Lembro quando fazias aquele olhar de mau ao ser contrariado. Eu lamentava: esse ditador. Mas daí­ a pouco sentavas e ficavas horas e horas explicando os motivos de tuas alegaçíµes que, na maioria das vezes, convenciam. Outras vezes eu pensava: deixa assim, ele é antigo mesmo. Sempre surpreendias. Certa vez estávamos numa casa noturna e eu havia começado a fumar. Todos sabiam menos tu. í‰ o que eu pensava.

              De repente me ofereceste um cigarro. Aceitei e fumamos juntos. Nesses momentos de sutileza eu percebia aquele homem que trabalhava o dia inteiro para manter a famí­lia e ainda tinha tempo e braços tão grandes para fazê-la unida. Aquele homem que ficava carrancudo e com aquele olhar que falava, na verdade, sabia muito sobre comportamento humano. Hoje sei que, quando eu declarava guerra, ele me dava amor. E quando eu apontava seus erros ele me ensinava humildade.

                                      Durante trezes longos anos, os papéis se inverteram porque precisaste dos cuidados de tua famí­lia, principalmente que alguém tomasse as decisíµes que seriam tuas. Que sentasse na tua cadeira e administrasse teu trabalho e até, porque não, teu dia a dia.

Tu ensinaste e nós aprendemos unidos como querias que fí´ssemos. Estamos conseguindo acordar e dormir com tranquilidade e seguindo o rumo dos acontecimentos. A saudade é grande. E a batalha continua.

                                  Obrigada paizão, por teres me ensinado a sobreviver. Mesmo que a gente não converse mais estou sempre lembrando dos nossos códigos de amor e solidariedade.                                                                                                                      

 

 

   


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