Campanha visa esclarecer que a atual versão de transgênicos aumentou o uso de venenos nas lavouras
Por Miriam Sperb
Centro Ecológico
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Quem foi í Feira Ecológica Lagoa do Violão na manhã de sábado, 22, encontrou, entre as bancas das famílias Strege Evaldt e Fernandes, uma mesa de informaçíµes sobre produtos transgênicos. Além dos informativos da Campanha Não aos transgênicos, sim í soberania alimentar e í justiça climática, havia um livro e DVD sobre o assunto, fotos de produtos que contêm transgênicos – mas não são rotulados -, e opçíµes de salgadinhos, farinha de milho e óleo de soja orgânicos.Hoje em dia todos os produtos feitos com milho disponíveis no mercado são transgênicos, alertou a engenheira florestal Carla Dornelles, responsável pela ação na feira.
Para a consumidora Fernanda Schmechel, essa divulgação pode fazer muita diferença, porque o mais perigoso, segundo a médica, é a falta de informação. A gente sabe que transgênico faz mal, principalmente na parte hormonal. A especialista em Nutrologia defende uma alimentação com orgânicos e comida de verdade.
No Litoral Norte do Rio Grande do Sul, a Campanha Não aos transgênicos, sim í soberania alimentar e í justiça climática também teve açíµes na cooperativa de consumidores Ecotorres, num módulo do curso de princípios básicos de agricultura ecológica em Santo Antí´nio da Patrulha e na oficina Mulheres e Agroecologia em Dom Pedro de Alcântara.
No Rio Grande do Sul, o Centro de Tecnologias Alternativas Populares (Cetap) e a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) e o Centro Ecológico são parceiros nesta campanha coordenada pela Rede Terra do Futuro (Framtidsjorden), com sede na Suécia.
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Alternativas não transgênicas Alguns produtos estão cada vez mais difíceis de encontrar versíµes não transgênicas. Para esses casos, a equipe do Centro Ecológico sugere as seguintes substituiçíµes:
– í“leos “ usar bem menos e preferir óleos de arroz e girassol. Existem as opçíµes mais caras como o coco, oliva, linhaça;
– Amido de milho “ todos são transgênicos, Uma alternativa ao amido de milho é a farinha de araruta, que além de tudo é mais saudável e contribui para alcalinizar o Ph do sangue;
– Fermentos químicos (como Pó Royal e outros) “ substituir por bicarbonato de sódio;
– Raçíµes “quase 100% das marcas contêm transgênicos. Quem tiver tempo e disposição, pode preparar comida com arroz, farinha de milho orgânica, vegetais e talos de vegetais que iriam para o lixo. Uma receita é cozinhar com pouca água talos e casca de banana. Liquidificar, misturar uma farinha e levar ao forno em 250 º por 40 minutos. Dura três dias na geladeira, segundo Karen Nobre, da cooperativa Ecotorres. |


