ADIADA NA Cí‚MARA VOTAí‡íO DO RELATí“RIO DA CPI SOBRE IRREGULARIDADES NA CRECHE DO TORRENSE

23 de maio de 2016

 

Formas de pagamento da obra de conclusão da Escola de Educação Infantil (FOTO) estão sendo investigadas pelos vereadores torrenses

 

Por Fausto Júnior

______________

 

Após um pedido formal emitido pela assessoria da prefeita Ní­lvia Pinto Pereira, acabou sendo adiada para a próxima sessão da Câmara Municipal de Vereadores de Torres – que ocorre hoje, dia 23 de maio – a votação da comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) – que aprovará (ou não) o relatório que apurou possí­veis irregularidades na obra do término da Escola Municipal de Educação Infantil (Creche), localizada no Complexo do Torrense (Av. do Riacho). Na correspondência, enviada e lida no iní­cio da última sessão da casa, realizada na segunda-feira (16/5), a prefeita Ní­lvia afirma que não houve espaço para defesa, sequer avaliação do contraditório. No documento, a assessoria da prefeita de Torres diz, ainda, que o rito da tramitação da CPI estaria fora das leis que regem a matéria.

 

 Devolução de recursos e cópia para MP

 

A CPI da Escola do Torrense foi aberta em 2015.   Assinado pelo relator, vereador Antí´nio Machado (PRB), o relatório da comissão pede que a prefeita Ní­lvia Pinto Pereira devolva R$ 312.919,46 aos cofres públicos, por ter a investigação detectado pagamento indevido í  empreiteira que realizou a obra. Conforme documentação avaliada pela CPI (que consta no relatório de 5 de maio passado), este valor havia sido negociado quando realizado contrato com a Mitra Diocesana de Osório (em acordo entre prefeitura-igreja-empresa que também serviu para financiar reformas do novo Centro Administrativo da Prefeitura de Torres). Portanto, a verba não poderia ser fruto de outro gasto, pago após licitação feita pela prefeitura.

Se o relatório for aprovado com no mí­nimo sete votos na Câmara Municipal, uma comissão será formada para processar a prefeita Ní­lvia. Este processo pode vir até a chegar ao impedimento da prefeita (Impeachment). Mas no processo, a prefeita deve se defender, podendo provar erros de avaliação ou não, justamente a reclamação da mesma que gerou o adiamento da votação na Câmara na segunda-feira (16).

 

Obra iniciada no governo anterior foi fruto de discussão jurí­dica

 

A Escola Infantil no chamado Complexo do Torrense (local onde antes instalava-se o time de futebol com mesmo nome) teve iní­cio de suas obras no governo anterior ao atual. Ela foi paralisada após a eleição de 2012 e foi questionada pelo novo governo de Torres que, ao assumir, não manteve o contrato de execução da obra. Isto que gerou a interrupção definitiva e demanda judicial.


Publicado em:







Veja Também





Links Patrocinados