Apaes e familiares protestam em Porto Alegre contra alteração em plano de educação

11 de agosto de 2013

Torrenses também estiveram na Praça da Matriz para participar do protesto

 

Portadores de deficiência e familiares realizaram uma manifestação, nesta quarta-feira, na Praça da Matriz, em Porto Alegre. Organizado pelas Associaçíµes de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes), o ato teve como objetivo protestar pela manutenção das escolas especiais. Segundo eles, uma alteração no projeto do Plano Nacional de Educação (PNE), que está em votação no Congresso, coloca em risco a atividade. Um grupo foi recebido pelo governo do Estado e por deputados estaduais, que manifestaram apoio í  causa.

A reivindicação das Apaes é para que seja mantida a redação original da Meta 4 do PNE, que previa a universalização do atendimento escolar a alunos com deficiência ou transtornos de desenvolvimento preferencialmente, na rede regular de ensino. Um substitutivo, de autoria do senador José Pimentel (PT-CE), retira do texto a palavra preferencialmente.

 

Luta pela manutenção das Apaes

 

Os outros pais podem escolher a escola dos seus filhos. Por que a famí­lia que tem um filho com deficiência não pode?, questionou Nadir Gabe, uma das coordenadoras da Federação das Apaes do Rio Grande do Sul (Fepaes-RS). De acordo com ela, há 60 anos as Apaes fazem um papel que seria do Estado, com atendimento que envolve educação, saúde e assistência social. Nadir teme que isso possa ser comprometido com o novo PNE. Estão incluindo nossos alunos com mais 30, quando o professor talvez nem saberá qual é a sí­ndrome dele, observou.

Um grupo de representantes das Apaes foi recebido no Palácio Piratini. Segundo a presidente da Federação Nacional das Apaes, Aracy Lêdo, o objetivo foi garantir o apoio polí­tico do governo do Estado í s reivindicaçíµes. Se eles (o Congresso) tirarem o ˜preferencialmente™ do texto, não temos escolha, pode ser o fim das Apaes, afirmou. Durante o encontro, ela reivindicou a parceria do governo do Estado em financiamentos e na cedência de bolsas e professores. O secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Fabiano Pereira, disse que o governo apoia as reivindicaçíµes.  


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