ATRASOS E Mí QUALIDADE EM OBRAS PÚBLICAS DE TORRES ENTRAM MAIS UMA VEZ EM DEBATE NA Cí‚MARA

9 de novembro de 2015

Por Fausto Junior
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Davino reconhece problema em todos os governos


í‰ sempre a mesma coisa. Quem está no poder é atacado por atrasar e por receber obras públicas de baixa qualidade, que a seguir devem sofrer reformas. E quem está na oposição ataca, mesmo sabendo que, em muitos casos, os governos que seus partidos lideraram repetiam a mesma mazela… E mais uma vez o tema entrou em debate na Câmara em vários discursos de tribuna, durante a última sessão da casa legislativa de Torres, realizada na terça-feira, dia 3 de novembro.

O  vereador Davino Lopes (PT) manteve sua crí­tica a obras para ele mal feitas no governo anterior (que encerrou há três anos), mas também reconheceu que o governo atual, onde o seu PT é mandatário, repete o que reclama de anteriores. Tem uma empresa que ganhou várias licitaçíµes e que possui vário contratos com a prefeitura, mas não está cumprindo os prazos, reclamou Davino. Na administração passada eu poderia escrever um livro de tanta coisa irregular   nas obras, mas reconheço que este governo está incorrendo também em atrasos, disse o vereador.

Fábio da Rosa quer saber quem recebe a obra pública
Também em seu discurso na Câmara Municipal, na última sessão da casa, realizada na terça-feira (3/11), o vereador Fábio da Rosa (PP) – que também é da base aliada do governo Ní­lvia – alertou que o controle deveria ser de profissionais que recebem as obras públicas. Para Fábio, é de responsabilidade destes profissionais e dos governos responsabilizar as empresas no ato da entrega da obra, pois depois, conforme acha, fica mais difí­cil.

Gimi culpa legislação das licitaçíµes
A experiência de várias legislaturas do vereador Gimi (PMDB) procurou dar coerência a esta ‘ciranda de reclamaçíµes’. Para o vereador, o problema está no detalhamento da lei de licitaçíµes – a lei 8666, que é federal e deve ser respeitada em todo o território nacional. A lei 8666 procurou defender o patrimí´nio público, mas acaba trabalhando ao contrário, reclamou Gimi. "As licitaçíµes visam o menor preço ao invés de buscar qualidade, desabafou. No governo Milanez a prefeitura teve de aceitar uma licitação de lâmpadas que estavam quase vencidas, só porque o preço era mais baixo, exemplificou o vereador.

Gimi também criticou a administração do governo Ní­lvia. Na administração atual não temos nenhum exemplo a ser seguido, pois não tem nenhuma obra terminada ainda, e parece que a maioria irá ficar inacabada reclamou Gimi.


Gimi acha que o problema está na legislação


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