Por Fausto Junior
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Davino reconhece problema em todos os governos
í‰ sempre a mesma coisa. Quem está no poder é atacado por atrasar e por receber obras públicas de baixa qualidade, que a seguir devem sofrer reformas. E quem está na oposição ataca, mesmo sabendo que, em muitos casos, os governos que seus partidos lideraram repetiam a mesma mazela… E mais uma vez o tema entrou em debate na Câmara em vários discursos de tribuna, durante a última sessão da casa legislativa de Torres, realizada na terça-feira, dia 3 de novembro.
O vereador Davino Lopes (PT) manteve sua crítica a obras para ele mal feitas no governo anterior (que encerrou há três anos), mas também reconheceu que o governo atual, onde o seu PT é mandatário, repete o que reclama de anteriores. Tem uma empresa que ganhou várias licitaçíµes e que possui vário contratos com a prefeitura, mas não está cumprindo os prazos, reclamou Davino. Na administração passada eu poderia escrever um livro de tanta coisa irregular nas obras, mas reconheço que este governo está incorrendo também em atrasos, disse o vereador.
Fábio da Rosa quer saber quem recebe a obra pública
Também em seu discurso na Câmara Municipal, na última sessão da casa, realizada na terça-feira (3/11), o vereador Fábio da Rosa (PP) – que também é da base aliada do governo Nílvia – alertou que o controle deveria ser de profissionais que recebem as obras públicas. Para Fábio, é de responsabilidade destes profissionais e dos governos responsabilizar as empresas no ato da entrega da obra, pois depois, conforme acha, fica mais difícil.
Gimi culpa legislação das licitaçíµes
A experiência de várias legislaturas do vereador Gimi (PMDB) procurou dar coerência a esta ‘ciranda de reclamaçíµes’. Para o vereador, o problema está no detalhamento da lei de licitaçíµes – a lei 8666, que é federal e deve ser respeitada em todo o território nacional. A lei 8666 procurou defender o patrimí´nio público, mas acaba trabalhando ao contrário, reclamou Gimi. "As licitaçíµes visam o menor preço ao invés de buscar qualidade, desabafou. No governo Milanez a prefeitura teve de aceitar uma licitação de lâmpadas que estavam quase vencidas, só porque o preço era mais baixo, exemplificou o vereador.
Gimi também criticou a administração do governo Nílvia. Na administração atual não temos nenhum exemplo a ser seguido, pois não tem nenhuma obra terminada ainda, e parece que a maioria irá ficar inacabada reclamou Gimi.
Gimi acha que o problema está na legislação


