AUDIÊNCIA PÚBLICA ESTAMPA FALTA DE RESPONSABILIDADES NOS CENTROS ESPORTIVOS TORRENSES

11 de abril de 2016

 

Na imagem, visí­vel falta de manutenção da área do Mar Azul  

Comunidade não se responsabiliza e prefeitura não faz manutenção necessária

Por Fausto Junior
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Como uma praça, o Complexo Esportivo Mar Azul (no bairro Getúlio Vargas, em Torres), sofre dos í´nus do não manutenção da área pela prefeitura assim como a comunidade usufrui do bí´nus de usar a área de forma gratuita. E foi a falta de pessoal – para fiscalizar as açíµes que a população realiza no local – que motivou moradores do entorno do complexo a pedirem providências das autoridades, em ofí­cio enviado para a Câmara de Vereadores de Torres. A reclamação alertava: 1) sobre o uso de drogas por jovens no espaço, construí­do para a realização de esportes; 2) da depredação dos equipamentos no lugar, consequência da ação de baderneiros com falta de fiscalização.

Bancada do PMDB pediu Audiência – e Mar Azul QUER mais apoio

Foi í  pedido da bancada do PMDB que se realizou, na noite de terça-feira (5/4), uma audiência pública, comandada pelo presidente da Comissão de Infraestrutura da casa legislativa torrense, vereador Fábio da Rosa (PP). O encontro objetivou o debate com moradores do bairro Getúlio Vargas sobre o impacto do paradoxal abandono e
 uso desordenado do complexo do clube de futebol Mar Azul.
Pouca gente esteve na audiência. Mas as reclamaçíµes gerais acabaram recaindo sobre a falta de ação vinda da prefeitura de Torres, que esteve presente na audiência através da Secretária de Esportes e Cultura de Torres, Clarice Brovedan, e da procuradora do Municí­pio, Naiara dos Santos. Quem efetivamente falou em nome do bairro foram moradores que também estão ligados ao Mar Azul, e que reclamaram de outras falhas públicas históricas da cidade para com os clubes de futebol.
O Vereador Gimi Vidal (PMDB) introduziu o assunto afirmando que a questão teria que ser resolvida. Mas, conforme afirmou o peemedebista, a prefeitura estaria notoriamente com dificuldades financeiras. Não podemos deixar sempre tudo nas costas da prefeitura, afirmou Gimi.
Os representantes do clube Mar Azul, Elan e Sandro, foram enfáticos em seus pronunciamentos ao afirmarem que a comunidade precisaria de mais apoio público. Não adianta ficar falando e não fazer. Quando entrei no clube, em 2013, tivemos três categorias no campeonato; no ano seguinte só uma; e no posterior nem campeonato teve, ironizou Elan.
Não adianta a comunidade querer tirar dinheiro, de pessoas que não têm, para resolver problemas de um complexo público. Já colocamos R$ 15 mil do nosso dinheiro e não podemos dar uma de policial e mandar os jovens sair de lá í  noite, reclamou Sandro.


Grupo do time que foi í  câmara pedir providências


Prefeitura pediu formalização das demandas para agir

A procuradora do municí­pio, Naiara dos Santos, afirmou na tribuna da Câmara que a prefeitura necessita de um pedido formal do bairro (ou do clube) para analisar se há como realizar um novo convênio para melhorar a situação da área como um todo. Já a secretária Clarice Brovedan foi í  tribuna afirmar que o campo estava sim sendo cuidado pela prefeitura – que efetua corte de grama e manutenção. A secretária disse que um dos pedidos do clube, para que as redes usadas no Praiano sejam doadas ao Mar Azul, será atendida – "assim como já estão em andamento outras doaçíµes do departamento de esportes da prefeitura para o clube".

Vereadores atacam prefeitura e governista elogia ex-prefeito João Alberto

O vereador Jaí­lton ‘Nego’ Miguel(PRB) foi contundente em seu ataque ao governo Ní­lvia. Peço desculpas por pedir voto no meu bairro e até ter tentando fazer parte deste governo, pensando em apoiar o esporte e o clube –
 importantes para a comunidade em geral e para mim. Lutamos para que abrisse uma secretaria, e ela abriu; mas esta administração não está fazendo nada pelo povo, faz só para fora, disse o vereador.
O vereador Alessandro Bauer (PMDB) foi mais prático em suas crí­ticas. Não adianta inventarmos. Faço parte de um clube (na Vila São João) desde 1996. Sei que o que falta é dinheiro lá para o Mar Azul. Se não houver apoio público financeiro para manter o patrimí´nio dos clubes, a comunidade acaba desanimando e o processo prejudica mais ainda os complexos esportivos, afirmou o edil.
Carlos Tubarão (PMDB) criticou a falta de comprometimento dos polí­ticos. Tem razão quem diz que, de quatro em quatro anos, os polí­ticos buscam o clube para prometer e não cumprem. Mas onde está a parte que fez a denúncia? O que precisa é de ação da prefeitura, disse o vereador peemedebista. Já o vereador Marcos (também do PMDB) criticou as promessas não cumpridas. Promessas geraram esperanças e agora geram decepção. E foi o que aconteceu em todos os clubes de Torres, afirmou.
O vereador Ernando Elias (Rede) disse ao microfone que a prefeitura tem dificuldades em buscar verba pública e emendas de ministérios para o complexo do Mar Azul – por conta da falta de escritura do terreno, que estaria, ainda, em nome de antigos proprietários. O vereador Dê Goulart (PDT) elogiou o ex-prefeito João Alberto pela construção do espaço: Temos que ser honestos. Eu era vice-prefeito e digo: o complexo foi construí­do pelo ex-prefeito João Alberto, e foi um dos maiores construí­dos na região. Hoje ele sofre por falta de cuidados e temos que resolver o problema, disse o vereador, que é da base de apoio do governo Ní­lvia.  

E C São Jorge mostra exemplo de auto sustentabilidade

Construí­do em 2011, também pela gestão do ex-prefeito João Alberto, o Complexo Esportivo Valter Mirim é mantido pelos gestores do Esporte Clube São Jorge, no bairro do mesmo nome, aqui em Torres. Conforme informou para A FOLHA o coordenador do clube Igor Bereta, o time de futebol consegue investir R$ 7 mil por ano no complexo por conta de açíµes que giram em torno da realização de jogos no campo. Na construção do complexo, foi combinado com a prefeitura do governo João Alberto que o bairro que seria responsável por fazer a manutenção e zeladoria dos equipamentos, afirmou Igor.
Desde então existem parcerias, onde algumas equipes que utilizam o complexo Valter Mirim (coroas e etc.) trabalham para a manutenção do espaço desportivo. Atualmente o time dos Amigos, por exemplo, investe R$ 300,00 mensais e o E.C. São Jorge mais R$ 300,00 mensais.
Para a manutenção, o clube desembolsa dinheiro para um profissional cortar a grama e reparar buracos do campo; compra de adubo e etc. Mais receitas vêm da cobrança de uma taxa de R$ 100,00 para o uso do campo em jogos em geral (dos times de fora); e do bar, que é explorado pela comunidade, mas em nome do clube. "O Lucro na venda de refrigerante e cerveja fica para a manutenção do espaço, como melhorias e ampliação do vestiário, troca de lâmpadas, material de limpeza, cal para marcação, etc., explica Bereta.  


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