Após vereadores do PMDB questionarem, em sessão da Câmara na semana passada, o teor da autoria de alguns feitos propagandeados pela prefeitura de Torres (nos primeiros meses do governo Nílvia), na sessão ordinária desta semana foi a vez da base aliada, até então bastante apática, vir com toda a força defender o projeto de Nílvia e Brocca e da grande aliança feita entre PT, PP, PDT, PSB e outras siglas.
Defesa institucional
O vereador Davino (PT), lider da base aliada na casa legislativa, atacou a competência do ex-governo, ao sugerir que as obras deixadas pela administração passada estariam atrasadas e sem verbas disponíveis para conclusão. Ele não tirou publicamente a razão dos peemedebistas quanto í titularidade dos projetos. Ao contrário, o vereador repetiu um e-mail da prefeita Nílvia para a FUNASA (email que foi exibido pela oposição), onde a então candidata pedia para o prefeito í época não surfar sozinho nos recursos conquistados junto a entidade (no caso, R$ 3 milhíµes), afirmando que seu partido só estaria questionando a qualidade da forma da obtenção dos recursos, quando pedia audiência pública com a sociedade antes da liberação do dinheiro.
Davino aproveitou e citou obras não terminadas na cidade, como uma no antigo campo do Torrense onde, conforme afirma, falta metade da construção e a conta vinculada da obra exibe saldo de somente R$ 600.
Ataques pessoais geraram direito de resposta
O vereador Ernando Elias (PP) também veio í defesa do governo Nílvia e Brocca. Ele atacou pessoas, nomeou colegas e os chamou de exagerados. O vereador se referiu ao corte das árvores na Vila São João, por exemplo. Ele atacou seu colega Alessandro (PMDB) por seu pedido para cortar árvores que poderiam ser cortadas pelo próprio Ernando Elias em dezembro, quando este ainda era servidor da prefeitura na Vila. Será que as árvores cresceram de dezembro até hoje?, questionou Ernando.
Ele também creditou ao governo Nílvia a titularidade dos recursos de R$ 8 milhíµes conseguidos pelo ex-prefeito, João Alberto, afirmando que eram verbas advindas de um parlamentar de seu partido. E Ernando Elias ainda citou o nome de colegas do legislativo, o que, segundo o regimento da Câmara dos Vereadores de Torres, concedeu direito de resposta aos vereadores citados pelo pepista.
Já o vereador Dê Goulart defendeu a prefeitura atual de sua forma. Disse que nunca Torres teve tantos projetos inovadores como a atual prefeitura vem trazendo. Listou o projeto Prefeitura nas Ruas e a formação do Conselho Político como exemplo. Vou defender sempre este governo porque confio no projeto e nas pessoas, afirmou Dê.
Direito de resposta
Os vereadores Alessandro (PMDB) e Marcos (PMDB) receberam da mesa diretora da casa o Direito de Resposta, já que foram citados pelo vereador Ernando Elias (PP). Alessandro respondeu sobre as árvores na Vila São João afirmando que crescem, sim, as árvores entre dezembro e março, e por isso necessitam ser podadas. Quanto í s verbas da FUNASA, Alessandro disse: Fica aqui registrado que foi o ex-prefeito João Alberto, sim, que conseguiu a verba, e complementou Não houve nenhuma emenda parlamentar, a verba não veio por intermédio de um deputado. Trata-se de recursos do PAC II, dos ministérios do governo federal. Finalizando, o vereador lamentou. Não sei de onde tiram estas inverdades.
Já o vereador Marcos (PMDB) respondeu acusaçíµes que fizeram a ele, de ter exagerado quando denunciou o fato de uma máquina ter ficado parada no bairro Jacaré por 20 dias. O vereador Ernando Elias justificou que seria pelo mal tempo, mas Marcos respondeu que a máquina que estava parada é moderna e possui até ar-condicionado e rádio e, consequentemente, "poderiam muito bem trabalhar na chuva.


