BR 101 ENTRE TORRES E OSí“RIO DEVE RECEBER PEDíGIO PROPOSTO PELO GOVERNO SARTORI

17 de julho de 2015

 

Pedágio – em troca da promessa de boas estradas – é o horizonte dos gaúchos em modelo que deve ser implantado em muitas rodovias do RS. Na foto, um dos dois pedágio da Free-Way, que juntos já custam R$ 15,40 para o carro ( ou R$ 30,80 para o í´nibus) que vai de Porto Alegra para Torres.

 

O governador do RS, José Ivo Sartori, teve uma reunião na última segunda-feira (13) com o vice-presidente da República, Michel Temer, para tratar da inclusão de estradas gaúchas no programa nacional de concessíµes de rodovias. Participaram da reunião também o presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Bastos, o secretário adjunto dos Transportes e Mobilidade, Humberto Canuso e o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha.

O governador quer incluir estradas estaduais na lista de estradas concedidas í  iniciativa privada em troca de pedágio. A lista, que inclui estradas federais e estaduais, ainda não foi totalmente aberta pelo governador. Mas, das federais, o trecho da BR-101 entre Torres e Osório já foram abertos como parte das concessíµes sugeridas pelo governador do RS. A BR-116 (Porto Alegre a Camaquã), a BR-290 (Eldorado do Sul a Cachoeira do Sul) e da BR-386 (de Canoas até a divisa com SC) são outros trechos que constam na lista inicial para serem concedidas í  iniciativa privada.

 Em nota divulgada para a imprensa, o governador afirma que é a favor das concessíµes que interessam í  população, sem preconceito polí­tico nem ideológico, porque é uma maneira alternativa de melhorar a infraestrutura diante das dificuldades financeiras do Estado.

 

Tendência é federal: RS já propunha isto no governo Yeda

 

Lançado em junho, o Programa de Investimento em Logí­stica do governo federal prevê by browseonline"> investimentos de aproximadamente R$ 3,2 bilhíµes na infraestrutura rodoviária do Estado. O projeto estampa a vontade do executivo federal em fazer parceria com empresas, trocando manutenção e serviços das estradas por cobrança de pedágio.

A governadora Yeda Crusius em 2008 lançou a ideia de concessão para nosso Estado, no programa Duplica RS. Mas a proposta que duplicaria estradas estratégicas para o fluxo de veí­culos do Estado foi rechaçada em votação na Assembleia Legislativa.

 

 

POSTES DE LUZ DA BR-101 DEVERíƒO SER ACESOS

 

Outra pendência antiga que existe é a falta de acionamento das luminárias existentes nos postes de luz na BR 101 – no mesmo trecho entre Osório e Torres que pretende-se pedagiar. As luminárias não são acionadas por falta de entendimento entre municí­pios e DNIT para definir quem paga a conta da luz e de quem é a responsabilidade pela manutenção da iluminação, disponí­vel (sem estar ligada) nas entradas dos municí­pios em alguns bairros periféricos das cidades, ao longo do trecho duplicado da BR 101.

Com a concessão do trecho, a conta da iluminação deverá passar para as empresas concessionárias do serviço, que cobram a conta através de pedágios pagos pelos motoristas. Portanto, a previsão é de que haja melhor iluminação noturna caso os pedágios sejam ativados.

 


Publicado em:







Veja Também





Links Patrocinados