BURACOS

19 de fevereiro de 2010

                    Não sei porque teimamos em aplainar pedaços da superfí­cie do planeta criando ruas e avenidas pelas quais queremos passar com as rodas dos veí­culos que inventamos ou com nossos pés e o peso do nosso corpo, se o planeta é feito de camadas irregulares de substâncias ora macias como a areia e a argila, ora dura como as pedras. Somos bastante teimosos como inventores e queremos ruas lisas e sem buracos, porém por mais inventivos, caprichosos e teimosos que sejamos, os buracos teimam em voltar, se não sempre para os mesmos lugares, voltam para o lado, mais para frente, mais para trás.

                      Embora essa teimosia de ambas as partes, as camadas do solo por sua própria formação, teimando em permanecer irregulares e nós teimando em fazer pistas lisas, é responsabilidade das administraçíµes municipais manterem nossas ruas limpas, lisas, planas, sem buracos. Porém, nem sempre isso acontece nas cidades em geral, infelizmente, em Torres quase nunca. Por mais incrí­vel que pareça, quando temos uma rua bem tratada acontece uma obra como a da instalação de esgotos nos bairros e aquela avenida que estava com um asfalto bem razoável acaba toda esburacada e jamais volta a ser a mesma. As empresas que realizam o trabalho de escavação e implantação dos canos, após a conclusão da tarefa subterrânea, parece que esquecem de arrumar também a superfí­cie e mal largam um pouco de terra sobre os valos feitos e as ruas e avenidas transformam-se num buraco após o outro. Veja a Av. do Riacho nesse momento, a metade da pista de rodagem transformou-se num buraco intransitável por um longo percurso, há algum tempo.

                      Cada vez que uma instalação hidráulica precisa ser feita para atender demandas de novas construçíµes o mesmo acontece. Um valo é aberto do meio da rua ao meio fio e ali fica como cicatriz mal curada, não importa seja no asfalto, no calçamento irregular, na rua de chão batido. Há uma teimosia desses buracos permanecerem ali atrapalhando todo mundo e uma teimosia dos serviços públicos em serem mal realizados por quem é pago para fazê-los bem feito.

                        Não gosto do asfalto, acho horrí­vel aquela camada de pedriscos e piche impermeabilizando o solo e impedindo que a água nele penetre. Gostaria que nossas ruas fossem todas calçadas de bloquetos que se encaixam como quebra cabeças, a exemplo de algumas cidades e do contorno da Lagoa do Violão(embora mal cuidado), facilitando a recomposição das superfí­cies planas após a realização de trabalhos no subsolo e possibilitando a penetração da água, mas acredito que pensar Torres repaginada com ruas e avenidas limpas, ajardinadas, bonitas não passa de um sonho, um belo sonho. Mas, sonhar não custa nada…

 


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