Cãmara aprova recursos de quase R$ 5 milhões para obras em Torres

11 de março de 2010

Emenda aprovada sugere controle do controle na utilização de verbas em projeto de R$ 3,5 milhíµes

 

Pela primeira vez neste ano após o recesso parlamentar, a Câmara de Vereadores de Torres aprovou projetos de lei na ordem do dia, todos eles vindos do poder executivo e todos eles autorizando a municipalidade em utilizar recursos federais e estaduais em obras locais, assim como autorizando a utilização das contrapartidas exigidas nos processos pelos cofres públicos de Torres.

   

Rótula da Ulbra e Acesso í  ponte para o Passo de Torres

   

 Foi aprovado o processo 04/2010, que autoriza í  municipalidade a utilização de R$ 720 mil de recursos do Estado do RS pela secretaria de obras para a pavimentação do entorno do acesso í  da ponte que liga via rodoviária a cidade de Torres com a vizinha cidade do vizinho estado de Santa Catarina do Passo de Torres; o projeto 01/2010 que autoriza a utilização de recursos também estaduais e também pela secretaria de obras de Torres para o acesso í  Ulbra e ao bairro Salinas na Avenida Castelo Branco no valor de R$ 120 mil, na chamada Rótula da Ulbra, a segunda metade da liberação feita pelo governo do RS de R$ 240 mil, aprovada ainda no governo Rigotto, onde a primeira metade já foi utilizada no final de 2006 no aterramento já existente no local; aprovou também o processo 03/2010 que autoriza a secretaria de Turismo Comércio e indústria a utilizar verbas federais de R$ 147 mil vindas do Ministério do Turismo que será utilizada na construção do Centro Desportivo no Bairro São Jorge; e aprovou o projeto mais polêmico, o 02/2010, que autoriza a municipalidade utilizar e colocar no orçamento R$ 3.125.000 para ser usado pela secretaria do Meio Ambiente através da FUNASA (Fundação Nacional de Saneamento), autorizado afinal, a compra de maquinário para a movimentação do lixo na cidade, principalmente para recuperar o antigo lixão de Torres, que ficava localizado no Campo Bonito antes da inauguração da usina de beneficiamento atual, local que por sua atividade ainda se encontra contaminado e consequentemente é uma dí­vida do setor público para com a comunidade que abrigava o antigo lixão e com o ambiente torrense.  

 

Este último projeto foi polemico por conta da criação de uma emenda pelo vereador Idelfonso Brocca, que pediu a criação de um mecanismo de prestação de contas adicional pela municipalidade para com a Câmara durante a utilização dos R$ 3,5 milhíµes. O vereador que sugeriu a emenda fundamentou sua demanda pelo alto teor financeiro das verbas repassadas oriundas de intervenção do deputado peemedebista em Brasí­lia Mendes Ribeiro Filho junto í  FUNASA. Defendendo o governo da municipalidade, dois vereadores lutaram pela não aprovação da emenda, fundamentando a sugestão por entenderem eles ser a demanda do deputado pepista Brocca um controle do controle, segundo defesa deles na tribuna, já altamente controlado pelos tribunais de contas, pela Caixa Federal por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal em vigor.

 

 

   Posicionamentos de ambas as partes acabaram

  aprovando    a emenda por seis votos contra dois

 

           O vereador George Rech (PTB), mesmo sendo da base de apoio ao governo, utilizou a tribuna para se posicionar a favor da aprovação da emenda sugerida pelo PP. Ele disse que os valores eram muito altos e que a casa mereceria ter um controle mais rí­gido das verbas liberadas pela FUNASA

          A vereadora Professora Lú (PT) parabenizou a iniciativa de Brocca.   Que bom que existe a emenda e o cronograma de obras acompanhado, sou a favor da emenda, disse.

        José Ivan Pereira do PMDB defendeu a derrubada da emenda assim como o voto dado pela comissão de Constituição e Justiça, a qual preside. Nosso voto foi contrario í  emenda e digo o porquê. Os recursos já estão muito bem fiscalizados e não podemos criar mais um controle, afirmou Ivan. Nossa função dá o direito para a fiscalização e é, inclusive, obrigação do vereador, mas o próprio convênio já estampa uma cláusula de fiscalização, explicou.  

          O vereador Tiago da Silva também defendeu a derrubada da emenda durante a discussão da mesma. Consultamos a consultora jurí­dica da casa, ela disse que o controle adicional não seria necessário, mas que o mérito seria dos vereadores", lembrou. "Para mim é uma redundância esta emenda e serei sempre contrario as redundâncias, encerrou Tiago em sua defesa a não aprovação da emenda de Brocca.

          O vereador Gimi, que é da base de apoio do governo João Alberto e do mesmo partido do prefeito, acabou mesmo em sua posição sugerido que a emenda do vereador pepista fosse aprovada na casa.  Todos nós sabemos as funçíµes do poder legislativo, mas neste caso os valores são altos, disse Gimi. Eu não vejo problema algum em obrigar a administração a prestar contas e sou a favor í  emenda, encerrou o vereador peemedebista defendendo a emenda do pepista da oposição.

        O vereador Betão da Cal (PPS) em sua fala acabou seguindo seu antecessor de pronunciamento, vereador Gimi, e mesmo sendo da base do governo também apoiou a aprovação da emenda do partido oposicionista. Esta emenda não acrescenta nem atrapalha, só cria mais um dispositivo fiscalizador, disse Betão ao defender aprovação.  

        O vereador Rogerinho, presidente da casa, defendeu a emenda de seu companheiro de partido e atacou a falta de consideração da prefeitura em pedidos de providências feitos pelos edis como fundamento da criação do novo controle pala casa legislativa. Estamos aprovando a entrada adicional em nosso municí­pio de R$ 3 milhíµes, metade de todo o orçamento de minha terra, Dom Pedro de Alcântara, e estou ansioso para ver estes recursos aplicados na cidade, afirmou. A emenda é legal, nos dá mais instrumento, e a emenda sugere que a prestação de contas seja por gasto, um a um, disse. Sabemos que os pedidos de informação são respondidos quando o executivo tem vontade, portanto parabenizo meu colega de partido pela iniciativa e sou í  favor da emenda, encerrou.

          No final a discussão foi í  votação a emenda de Brocca que foi aprovada com os votos contra somente dos vereadores Tiago da Silva e José Ivan Pereira.  E o projeto que autoriza a municipalidade a incluir no orçamento R$ 3,5 milhíµes para a compra de maquinário para a secretaria do meio ambiente foi aprovado, com a emenda, por unanimidade.                

 


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