Caminhões e í´nibus que poluem demais serão multados

13 de junho de 2013

Desde o começo de junho, os caminhíµes e í´nibus que poluem demais estão sendo multados no Brasil. í‰ o que prevê uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que regulamenta uma determinação do Código de Trânsito Brasileiro. A infração será considerada grave (R$ 127,69 e 5 pontos na carteira) quando a emissão de determinados poluentes ultrapassar os limites previstos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

A medida afeta diretamente o bolso de milhares de transportadores em todo o paí­s. Para se ter uma ideia, de acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), 870 mil veí­culos da frota de caminhíµes do paí­s pertencem a profissionais autí´nomos, contando com idade média de 16,4 anos. Só em São Paulo, segundo o Departamento de Trânsito (Detran-SP), mais de 186 mil caminhíµes em circulação têm mais de 30 anos de idade.

Para o gerente de Qualidade do Ar do Ministério do Meio Ambiente, Rudolf Noronha, caminhão antigo não é siní´nimo de poluição excessiva. A gente não exige que um caminhão velho emita o mesmo que um caminhão novo, cada í­ndice depende do ano de fabricação do veí­culo. Não precisa fazer uma restauração completa do caminhão, os ní­veis que o Conama exige são facilmente atingidos se forem feitas manutençíµes periódicas regulares, explicou í  Agência CNT de Notí­cias.

A fiscalização, segundo o superintendente da Polí­cia Rodoviária Federal (PRF) no Rio Grande do Sul, inspetor Jerry Adriane Dias Rodrigues, poderá ser feita por qualquer órgão de trânsito, como os Detrans e a própria PRF. Para ele, que também é conselheiro do Contran (representando o Ministério da Justiça), a fiscalização ficará mais eficiente.

Precisávamos de algo mais efetivo para ter condiçíµes de fazer uma fiscalização mais segura. Com o opací­metro, [aparelho que mede a emissão de gases], teremos essa maior eficiência. Inclusive vamos utilizar aparelhos portáteis, muito práticos e que precisam ser homologados pelo Inmetro. Estamos adotando os procedimentos para fazer esse trabalho da melhor forma, agora, acho que a sociedade tem que fazer a parte dele também, e não esperar só a punição para começar a mudar o comportamento, completa o inspetor Dias. Segundo ele, as aferiçíµes poderão ser feitas em blitzes comuns.

 

Qualidade do ar

 

O objetivo da medida é reduzir os í­ndices de poluição, tão prejudiciais í  saúde. A questão da qualidade do ar nas grandes cidades é muito grave, temos que atacar de todos os lados. Essa resolução é extremamente importante, porque tira a sensação de que quem não mora na cidade em que existe inspeção veicular, não precisa cuidar do veí­culo, ressalta Noronha. Ele lembra ainda que, atualmente, apenas os estados de São Paulo e Rio de Janeiro contam com programas de inspeção veicular e de manutenção periódica. Os demais estados ainda estão analisando como implantar os procedimentos.

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) tem trabalhado na redução da emissão de poluentes pelo setor há muitos anos. E desde 2007, o Programa Ambiental do Transporte “ Despoluir “ realiza uma séria de aferiçíµes em todo o território nacional visando a redução da poluição veicular. De acordo com a CNT, veí­culos bem regulados, além de emitir menos poluentes, consomem menos combustí­veis e, consequentemente, exigem menos gastos com manutenção.

O presidente da Associação Brasileiras dos Caminhoneiros (Abcam), Claudinei Pelegrini, também defende a necessidade da fiscalização sobre a emissão de poluentes. O principal afetado vai ser o autí´nomo, mas em contrapartida, queremos ver esses programas que estimulam a renovação de frota funcionando de verdade. O que existe hoje são programas que beneficiam apenas a pequena e média empresa, pois com a carga de documentos que os bancos exigem, fica impossí­vel de você atender, esclarece, complementando. O grande problema de um programa como esse é que, provavelmente, os governos estaduais e federal não terão caixa para trocar os caminhíµes antigos, frota que pode chegar até 500 mil veí­culos. Não é que nós queremos poluir, mas é o caminhão [antigo] que nós temos condição de comprar hoje para fazer transporte. Se houver uma linha de crédito especí­fica, realmente voltada para o autí´nomo, será possí­vel renovar a frota, tirando os veí­culos de idade avançada de circulação e, com isso, parar de poluir e prejudicar o meio ambiente, garante Pelegrini.

 

*Com informaçíµes de   CNT Notí­cias


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