Cão Comunitário: atitude antiga e responsável

28 de março de 2016

 

Diversos estabelecimentos comerciais de Torres possuem o alimentador para Cães Comunitários

 

 Antes mesmo da prefeitura de torres desenvolver o projeto cão comunitário, empresas já realizavam tal atitude


Por Maiara Raupp

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Cães sem dono podem ser vistos em todo o lugar: praças, ruas movimentadas, terrenos abandonados, em pequenas e grandes cidades. Embora existam muitas ONG’s empenhadas na proteção desses animais, nem sempre seus esforços são suficientes, uma vez que existem muito mais cães precisando de ajuda do que gente interessada em ajudar. Mas, mesmo quem não tem interesse em gastar muito tempo e dinheiro com isso, ainda há uma forma de ajudar.
Aqui no Brasil, é comum o cuidado de cães comunitários, principalmente em cidades menores. Estes animais são "adotados" por um grupo de pessoas, e, apesar de continuarem na rua, recebem cuidados e alimentação dos moradores locais.
Cães comunitários, além de trazerem alegria para o seu local de convivência, tendem a proteger seus tutores, assim como qualquer outro animal, trazendo assim mais segurança ao local. As vantagens vão muito além da área de convivência do cão:  Afinal, um cão na rua, sem devidos cuidados, pode transmitir doenças, parasitas e até mesmo causar acidentes.  Sem falar que, sendo adotado como cão comunitário, ele deverá ser castrado, o que ajuda no controle populacional desses animais na rua, que anda num ritmo mais alto que as ONG’s de proteção conseguem acompanhar.
Cães comunitários também não ficam apenas na rua: podem ser adotados em empresas, condomí­nios e outras instituiçíµes, podendo morar no local sem nenhum dono especí­fico, mas sendo cuidado por todos que frequentarem o local.
Um exemplo muito conhecido de cão comunitário foi Hachiko, um akita no Japão que, após a morte de seu dono, morou o resto da vida em uma praça em frente a uma estação de trem, sendo cuidado pelos trabalhadores locais, e pelos passageiros. Essa história foi retratada no filme "Sempre ao seu lado", fazendo sucesso pelo mundo.

 

Cães comunitários em Torres

Desde abril de 2015, a Prefeitura Municipal de Torres oficializou pontos para alimentar cães e unir a marca da empresa com o bem-estar animal, tornando o ponto em frente aos estabelecimentos comerciais um local para dar comida e água aos Cães Comunitários. O primeiro alimentador para animais de rua foi entregue pela Prefeitura para a farmácia Panvel, que há tempos já vinha alimentando os animais que por ali passavam.
Além da Panvel, diversas empresas torrenses realizavam tal ação, antes mesmo da Prefeitura desenvolver esse projeto. Uma delas é a Ulbra Torres, que cuida e alimenta vários cães há bastante tempo. De acordo com o guarda da Universidade, Ivo Kummer, antes de ter os cães, muitos arrombamentos eram constatados no prédio da Ulbra. Desde que os cães estão por lá, não houve mais furto.
Para o biólogo Francis Custódio, os benefí­cios são muitos para ambas as partes. Os animais ganham e a comunidade também. Eles se alimentam e ganham carinho, e a gente ganha em segurança e companhia, garantiu Francis. O biólogo, que trabalha no Parque da Guarita, disse que lá existem sete cães comunitários. Eles ficam pelo Parque, a gente alimenta, dá carinho, dá remédio quando necessário, e quando está frio colocamos cobertas e os deixamos dentro do pórtico. Em contrapartida, eles garantem a segurança do local e dos próprios funcionários, afirmou Francis, acrescentando ainda que nas rondas feitas pelos guardas, eles acompanham.  
O biólogo informou ainda que todas as fêmeas são castradas e caso tenha alguma que não seja, eles acionam a Secretaria do Meio Ambiente para que encaminhem í  castração.
 


Vira-lata Scheila descansando nas dependências da Juvesa Veí­culos
 

 

Além dos cães comunitários, uma empresa que foi solidária a causa dos animais abandonados foi a Juvesa veí­culos. De acordo com uma funcionária, a empresa mantém há quase 15 anos uma vira-lata que apareceu filhote nas dependências da loja. A Scheila, como é chamada, tem livre acesso ao pátio da loja, passeia pela redondeza, mas sempre volta para dormir e se alimentar. í‰ nosso cão de guarda. Fora do horário de expediente, ela late e auxilia o guarda na segurança. í‰ muito bem cuidada. í‰ nosso mascote, afirmou a funcionária.

 

 

 

 

 

 

 

 


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