Chegada do verão altera o consumo dos gaúchos

3 de dezembro de 2009

As altas temperaturas modificam não somente os hábitos ou estilo de vida das pessoas. Trocar a serra pelo litoral, roupas pesadas por vestuário mais leve e até mesmo a forma de se alimentar “ tudo proporciona ao setor do comércio uma oportunidade de vendas neste perí­odo. Junto í s mudanças de hábito estão agregadas as mudanças de consumo, e diversos setores são impactados por uma nova forma de compra das pessoas. O clima convenciona a nossa cultura e os nossos hábitos locais. Isso traz junto a si um conjunto de consumos que vem ao encontro desses hábitos ligados ao verão, explica o economista da Fecomércio-RS (Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do RS), Pedro Lutz Ramos.

 

Como ele diz, é notável a maior procura por bebidas como águas, sucos e refrigerantes, o entretenimento passa a ter outro foco (o cinema fica de lado e se busca a praia, por exemplo), o consumo de alimentos ganha novos ingredientes. Segundo Ramos, a simples busca maior por viagens ao litoral estimula a compra de bens diferenciados. Ir í  praia exige roupa de banho, protetor solar, maior consumo de sorvetes. E os empresários se preparam de forma quase intrí­nseca a essas trocas. Nas lojas de eletrodomésticos saem os fogíµes a lenha para dar espaço aos ventiladores, e isso é feito de forma muito natural, pois já existe uma programação, explica.

   

Comerciante deve se preparar com antecedência

   

O economista alerta que cabe ao comerciante antever as necessidades do consumidor, que, neste perí­odo do ano, fica mais disponí­vel ao consumo de novos itens. E como garantir que as oportunidades serão bem aproveitadas? Ramos traz duas definiçíµes que poderão nortear a forma de atuação dos empresários: especialização e personalização. Ao termo especialização, o economista explica que o estabelecimento possui um nicho bem especí­fico de clientes e que precisa trabalhar para atender a suas necessidades. No caso da personalização, ele diz que é bastante válida para lojas muito diversificadas ou até mesmo grandes redes.

 

Na personalização o lojista precisa dar mais espaço para o cliente definir sua escolha. Cito o caso da Starbucks, grande rede de cafés que há muito tempo deixou as bebidas tradicionais com um menor espaço de ofertas frente í s possibilidades de criação de cafés definidos pelos próprios clientes. Na personalização, o consumidor consegue se perceber atendido de forma diferenciada, por esta razão ele é menos tratado como massa de consumo.

 


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