Foi esta a afirmação central do pronunciamento da prefeita Nílvia Pinto Pereira durante a sessão da Câmara Municipal, realizada na segunda-feira (3). A prefeita chegou í casa legislativa no início da reunião ordinária, sem avisar, mas recebeu prioridade do presidente da casa, vereador Antí´nio Machado (PT). Ele a convidou para participar da mesa e anunciou deu pronunciamento logo após o pedido feito por Nílvia.
O discurso da prefeita foi centrado nos ruídos, críticas e confusíµes que aconteceram na cidade por conta da implantação de uma ciclovia no calçadão da Prainha e da Praia Grande, uma ciclovia estreita, sem retirar postes de luz que ficaram como obstáculos aos ciclistas, e sem sinalizar como seria o fluxo de veículos e o estacionamento dos mesmos com a existência no novo equipamento urbano. E a prefeita foi sincera em dizer bem no início tudo isto, sem fugir do efetivo desgaste que a administração dela sofreu com a atitude pela implantação do caminho de ciclistas feito sem prévio anúncio, o que parece ter sido o erro principal: a falta de comunicação eficaz e prévia.
Para Inglês ver e seguir burocracias…
se precisar fazemos tudo de novo, afirmou a prefeita
A prefeita elencou vários erros avaliados pelo seu governo como realizados na administração passada, como, por exemplo, a não retirada dos postes já autorizados pela CEEE do local onde seria construída a ciclovia; a não prestação de contas do governo João Alberto í Caixa Federal da aplicação dos recursos e do cronograma da obra, o que, conforme denunciou Nílvia teria ocasionado na perda de recursos de uma etapa inteira da obra de revitalização da Orla, no trecho do meio da Praia Grande; dentre outras reclamaçíµes.
Estamos desatando vários nós, que são normais em troca de administraçíµes, mas tentando não formar outros novos nós, afirmou a prefeita. Nós não poderíamos perder os recursos, muito menos ter de devolver tudo já conveniado, um risco que correríamos se não terminássemos a obra, disse Nílvia.
A prefeita explicou, afinal, que a implantação da ciclovia foi feita tão somente para cumprir uma determinação da Caixa Federal, que cobrava do governo a implantação do equipamento previsto no projeto original desde janeiro. Não conseguimos fazer no verão, pois o movimento não deixava. E após nova cobrança fizemos do jeito que deu, correndo o risco do desgaste e assumindo que tenhamos, inclusive, de fazer tudo de novo, explicou Nílvia.
Culpa do projeto do engenheiro do governo anterior
Uma adaptação feita no governo anterior, já após a eleição, durante o chamado governo de transição acabou sendo o foco da culpa da construção de uma ciclovia estreita, sem fundamento e que gerou tantas reclamaçíµes. A prefeita Nílvia em seu pronunciamento na Câmara afirmou que teria sido do ex-engenheiro da prefeitura, ainda no governo João Alberto, inclusive nominando o profissional, a dita adaptação do projeto para enviar í Caixa.
Quando questionado quanto í largura da faixa demarcada para servir de Ciclovia pelo vereador peemedebista Alessandro Bauer, o secretário atual de Planejamento da prefeitura Carlos Cechin, que acompanhou Nílvia em seu pronunciamento na Câmara repetiu. Não fomos nós que projetamos esta largura ao projeto. A empresa contratada por nós, que executou o serviço, seguiu o redesenho do projeto encaminhado í Caixa ainda em 2012, explicou o secretário da pasta responsável pela obra. Alessandro não aceitou a desculpa e indagou sobre o porquê da municipalidade não ter feito como o projeto original, com o dobro da largura. Carlos Cechin disse que eles não poderiam: tínhamos de fazer com estas medidas, disse Cechin.


