Comé rcio da Estrada do Mar cai pela metade após duplicação da BR 101

4 de março de 2013
 

 

Após se firmar a duplicação da BR 101, já há dois veraneios funcionando plenamente no litoral norte do RS, os comerciantes estabelecidos na beira de faixa da Estrada do Mar começam a ter de redefinir seus negócios. í‰ que a pescaria de turistas vindos do sul, oriundos da maioria dos lugares do Estado, principalmente da grande Porto Alegre e da grande Caxias, diminuiu em 70%. Os cardumes de peixes continuam existindo, ou seja, os consumidores ainda vêm para Torres e vão para Santa Catarina. Mas agora são os comerciantes da BR 101 que usufruem das paradas de conveniência dos viajantes, que se alimentam, fazem compras e abastecem durante os deslocamentos de turismo, principalmente no veraneio.

Entre o entroncamento que dá acesso í  Praia Itapeva, na Estrada do Mar, e a sinaleira que une a mesma via í  Avenida Castelo Branco, já na região central do municí­pio de Torres, estavam estabelecidos até o ano de 2010 oito estabelecimentos chamados carinhosamente de tendas. São locais especializados em vender produtos coloniais da região, muito apreciados pelos turistas, que se deliciam com queijos, salames, arroz, feijão, rapaduras, dentre outras iguarias produzidas no interior do municí­pio ou no interior de outras cidades, vendidas em beiras de estadas. Mas atualmente, das oito tendas localizadas na estrada, somente quatro sobrevivem abertas. E até as tendas já iniciam movimentos de mudar o conceito mercadológico. Estão passando de simples estabelecimentos de vendas de produtos artesanais, para pontos de atendimento ao cliente local, colocando mais mesas, aumentando o mix de produto e, afinal, fazendo uma mistura adaptativa entre o conceito antigo e um novo conceito de bar, lanchonete, que atende torrenses e moradores das praias do sul, assim como moradores do entorno da Estrada do Mar, como o bairro São Jorge, Faxinal e as praias do sul do municí­pio, inclusive clientes de Arroio do Sal que trabalham em Torres e fazem seu happy hour nas tendas da via.

 

Perfil do consumidor inverteu em dois anos

 

Conforme informou para A FOLHA um comerciante estabelecido na Estrada do Mar (ele não quis se identificar), o movimento financeiro na média caiu em um terço, desde a abertura firme da duplicação da BR 101. O mesmo comerciante informou para A FOLHA na mesma reportagem í  redação, que o perfil dos clientes literalmente inverteu. Nas épocas que a via onde está estabelecido era a preferencial do turista que vinham a Torres ou que seguia para Santa Catarina, a cada 10 clientes atendidos em seu comércio, oito eram turistas ou viajantes executivos; e somente dois eras clientes de Torres ou da periferia da cidade. Atualmente a conta inverteu. Ou seja: de cada 10 consumidores, oito são locais e somente dois são viajantes.

No iní­cio foi pior, o susto foi grande. Mas neste verão parece que alguns viajantes já estão voltando í  Estrada do Mar, talvez pelo movimento intenso da BR 101, ou até pelo já aparecimento de alguns buracos na via nova, alegou o comerciante.   Ele afirma que os planos da maioria dos comércios estabelecidos na estrada é o de trocar de foco, ou seja: esquecer a pescaria dos cardumes vindos da Capital e da serra e oferecer serviços para quem utiliza a via para o seu dia-a-dia, tanto durante o veraneio quanto durante a baixa temporada.

 

Entrada Norte deve mudar paradigma

 

Está prevista nos planos urbanos  de Torres, a construção da chamada Entrada Norte da cidade, que liga e Avenida Independência, na Praia da Cal e no Stam, í  Estrada do Mar, passando pela Vila Nova, pelo fundo do Igra Sul e pela parte leste do bairro Faxinal. Já existe o  projeto e informaçíµes obtidas por A FOLHA dão conta que os recursos, pedidos em Brasí­lia ainda no governo João Alberto, já estariam liberados, esperando tão somente a formalização dos convênios entre a Caixa Econí´mica   Federal   e o municí­pio de Torres. E a abertura desta via deverá, com bastante possibilidade de acerto, mudar os paradigmas de todo o comércio estabelecido na Estrada do Mar. í‰ que a entrada nova (acesso), quando estiver asfaltada e sinalizada, propiciará uma espécie de rota. Tanto motoristas vindos da zona sul da cidade utilizarão a nova via para sair de Torres em direção da Vila São João e aos bairros do norte como Centenário, São Jorge, Salinas, Ulbra, e o próprio Faxinal, quanto motoristas vindos do norte vão utilizar o espaço. Portanto o bairro faxinal poderá virar um centro de abastecimento de comércio e serviços de Torres, longe do centro, mas que possui facilidades de acesso e locais com amplos estacionamentos, o que não existe em regiíµes centrais.

 

 

 


Publicado em:







Veja Também





Links Patrocinados