Na quarta-feira passada (02) – em entrevista í Rádio Megasul FM de Três Cachoeiras – Marcos Machado (Marcolino), Nereu Bueno e Mariléia Santos lançaram o que se pode chamar de pedra fundamental de um Comitê (ou Movimento) que visa coibir a corrupção no processo eleitoral, a conhecida compra de votos, em Três Cachoeiras.
Segundo os entrevistados, a proposição vem das ruas e surgiu a partir de conversas com a população e lideranças comunitárias, que enxergam na compra de votos um desestímulo para muitos que gostariam de contribuir com o município, mas nem se aventuram numa eleição em razão da forma como se dá o processo, o dinheiro que acaba se gastando, entre outras situaçíµes até vexatórias, com a prestação de certos favores para obter votos.
Para o grupo, a corrupção começa no processo eleitoral e, por isso, se propaga para a administração pública. Segundo nota, "A ideia central é formar uma rede de pessoas e entidades da sociedade civil, movimentos, organizaçíµes sociais e religiosas com o objetivo combater a corrupção eleitoral, bem como realizar um trabalho educativo sobre a importância do voto visando sempre í busca por um cenário político e eleitoral mais justo e transparente. Outra proposta que será debatida é fim do financiamento das campanhas por empresas, medida já aprovada ontem no Senado e que tem o apoio de inúmeras entidades".
Movimento com suporte nacional e regional
O movimento, que tem um suporte a nível nacional, conta com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil-OAB, Cáritas, CNBB, Associação Nacional de Procuradores da República, Associaçíµes de Juízes (ANAMATRA, AJUFE, Associação de Magistrados Brasileiros), Associação Nacional dos Delegados da Policia Federal, entre outras entidades.
A nível mais local, está prevista a apresentação e convite para participação, entre outros, da OAB-Torres, Ministério Público e ao Juiz Eleitoral da Comarca. Entre as açíµes previstas vistas a conscientizar (educação), fiscalizar, denunciar a compra de votos nas eleiçíµes e assim evitar que a corrupção de começa na eleição, se propague posteriormente pela administração pública, com a troca de favores.


