COMPRA DO NOVO CENTRO ADMINISTRATIVO DE TORRES COMPLETA DOIS ANOS

12 de setembro de 2015

Imagem antiga do novo centro administrativo da prefeitura,na época em que era ainda o ex-hotel Beira Mar

 

Por Guile Rocha

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Neste começo de setembro, ocorre o aniversário de 2 anos da polêmica compra, pela prefeitura de Torres, do ex-hotel Beira Mar. Comprado no começo de setembro de 2013, o antigo estabelecimento hoteleiro foi adquirido para ser o novo Centro Administrativo da municipalidade, local com espaço suficiente para centralizar todas as secretarias da cidade.

A compra do imóvel para instalar a prefeitura foi um dos assuntos mais debatidos no ano de 2013. A aquisição do ex-hotel Beira Mar foi aprovada na Câmara dos Vereadores de forma apertada – 7 votos a favor e 5 contra.O prédio foi adquirido para cumprir uma promessa de campanha da prefeita de Torres, Ní­lvia Pereira (PT), que ressaltava a precariedade das instalaçíµes da atual prefeitura (que deve tornar-se num Museu quando a nova prefeitura for transferida para as novas instalaçíµes) e a necessidade da administração municipal mudar-se para um local mais adequado.

O pensamento da prefeitura é de que o novo centro administrativo foi comprado por um preço bom, abaixo do preço de mercado (o custo foi de R$ 6 milhíµes junto ao Banrisul – credor da massa falida do ex-hotel). Além de incrementar o patrimí´nio da municipalidade, a prefeita Ní­lvia indicou   que a instalação no imóvel   "gerará redução de gastos com alugueis e maior agilidade e resolutibilidade nos processos municipais". A expectativa é que o prédio – após as reformas – torne-se num espaço moderno e informatizado.

Entretanto, na Câmara Municipal, os vereadores que votaram contra a compra do ex-hotel Beira Mar vêm questionando o negócio, desde antes da aquisição ter sido sacramentada. Uma das principais justificativa seria de que os custos das reformas da nova sede da prefeitura seriam muito onerosas.  Havia crí­ticos da compra que também achavam  que o local – e  o tipo de construção – não são razoáveis para que lá funcionasse uma repartição pública. A uso de sobras no orçamento da Câmara – para pagar o empréstimo junto ao Banrisul – também gerou crí­ticas, da oposição e da sociedade organizada em geral.

 

Trâmites da reforma continuam debatidos na Câmara

 

As obras de reforma do novo Centro Administrativo são complexas, pois é necessário transformar um estabelecimento da área hoteleira em um local para repartiçíµes públicas – ou seja, com propósito diferente. Em novembro do ano passado, a prefeita comentou que já gostaria de estar no Centro Administrativo. "Porém, atendendo demanda da população  – que elegeu a infraestrutura urbana como prioridade para esta gestão – as obras do novo Centro Administrativo perderam a prioridade", informava nota da Prefeitura de Torres.

Em março de 2015, foi aprovado na Câmara dos Vereadores o Projeto de Lei   4.776/2015.  Este PL, relativo as reformas do Centro Administrativo, autorizava mudança na forma de aplicação da medida compensatória recebida pela municipalidade, referente í  aprovação de permuta com a mitra da Igreja Católica local. Havia ficado acordado que a construtora que irá realizar obras na quadra do Salão Paroquial – num terreno doado para a mitra na década de 50 “ transferiria (por meio também de obras) em torno de R$ 1,5 milhão para a reforma do prédio do ex-hotel Beira Mar.

A nova forma de aplicação dos recursos  trazia alteraçíµes no cronograma fí­sico e financeiro das reformas. Seriam utilizados parte dos recursos permutados para que fossem realizadas instalaçíµes elétricas nos primeiros quatro andares do ex- hotel. O PL foi aprovada pelos vereadores, mas com ressalvas. Contudo, nas próximas semanas, deve ser votado na Câmara dos Vereadores de Torres o processo 47/2015, que altera dispositivos da própria Lei 4.776/2015, e autoriza o poder executivo a alterar, novamente, parte da medida compensatória da reforma interna do novo centro administrativo.

 

Vereador reclama de atrasos e custos da reforma

 

Na última sessão da Câmara dos Vereadores (08/09) o vereador oposicionista Alessandro Bauer (PMDB) fez duros questionamentos sobre as obras de reformas do novo centro administrativo. Ele reclamou dos atrasos e custos: disse que estão sendo feitas apenas feito as obras de elétrica apesar de passados 2 anos da compra do ex- Hotel Beira Mar. Nos foi passado um valor de pouco mais de R$400 mil para concluir a elétrica, mas o que se sabe é que agora esse valor será bem maior… e de onde vai vir esse dinheiro? De algum lugar que já está faltando.Concluiu o vereador.

Em setembro de 2014, ano passado, o mesmo vereador Alessandro Bauer Pereira (PMDB) levou um bolo, com uma vela alusiva a um ano. Ele fez isso para, ironicamente, lembrar que fez aniversário da polêmica compra do prédio do ex- hotel Beira-Mar. Ele já então questionava as demoras nas reformas e a continuidade do pagamento de alugueis para alocar as secretarias da prefeitura.

 


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