CONFUSíO NA PRAIA GRANDE : tiros, sangue e informações desencontradas

13 de dezembro de 2015

 

FOTO: Sangue de jovem ferido  ficou estampado em vidro de prédio, anexo a Praça Claudino Pereira  

 

Por Redação A FOLHA

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Quem passou pela beira-mar da Praia Grande, na manhã de 06 de dezembro, encontrou um ponto turí­stico de Torres manchado de sangue. Na madrugada do mesmo domingo, por volta das 5 da manhã, tiros foram disparados nas redondezas da praça Claudino Pereira –   onde havia uma aglomeração de jovens (como de costume ocorre nos fins de semana). Em meio a confusão, um jovem atravessou a Praça Claudino Pereira, na Praia Grande, e deixou um rastro de sangue (no vidro do prédio que fica anexo í  praça) até chegar a histórica guarita salva-vidas de concreto, no calçadão da Beira-Mar. Lá, ele foi recolhido pela SAMU.

No dia seguinte, as pessoas nas redes sociais se mostravam apavoradas com o sangue estampado em foto (anexa a esta matéria), e por mais um rapaz ter sido baleado na praça Claudino Pereira (onde um jovem havia sido assassinado em agosto). Dizia-se até que ele estava morto. Mas não foi o que aconteceu.

As informaçíµes de A FOLHA – coletadas junto a Polí­cia Civil de Torres – são de que o referido jovem sequer foi atingido pelos tiros – o sangue seria decorrência de um ‘tombo’ sofrido durante a confusão dos disparos, na qual o rapaz cortou a cabeça.  Um carro parou em frente a praça e começou a atirar – mas, segundo a DP de Torres, ninguém foi atingido. Ainda não se sabe para quem os tiros eram direcionados.

Quanto a ‘ví­tima ensanguentada’, ele foi  encaminhado para tratamento médico, sendo que foi atendido e passa bem. Posteriormente, sua mãe registrou boletim de ocorrência na DP de Torres por tentativa de homicí­dio (mas não há indí­cios contundentes de que o jovem fosse o alvo). Ele já possuí­a antecedentes criminais (passagem por tráfico de drogas, quando ainda era menor de idade).

 

Cuidado com o   que se escreve (e se compartilha) nas redes sociais

   

Segundo alertou a Chefia da Investigação da Polí­cia Civí­l de Torres, é preciso ter muito cuidado com o que se escreve (e o que se compartilha) nas redes sociais. "í‰ importante que se meçam as palavras para não criar uma situação de medo. Há muita gente assustada com essa onda de crimes em Torres (cerca de 20 assassinatos neste ano), mas acabam havendo muitas informaçíµes distorcidas nas conversas das redes sociais que só fazem crescer a sensação de insegurança. Além disso, nota-se grande divulgação de situaçíµes de violências, muitas vezes de locais distantes, que não remetem realmente a nossa realidade. Por isso é importante filtrar aquilo que se escreve e se compartilha", indicou a chefia da DP de Torres, que finaliza indicando que está investigando este novo.


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