CRUZADA PELA ACESSIBILIDADE: Após passar 20 estados empurrando cadeira de rodas, ativista chega em Torres

5 de setembro de 2015

 

 

FOTO: Ativista no momento em que chegou a divisa de SC com RS, último estado de sua cruzada

 

Caminhando até 12 horas por dia. Enfrentando chuvas e temperaturas de até 40 graus. Percorrendo de 30 a 50 quilí´metros diários, empurrando uma cadeira de rodas. í‰ assim que o ativista mineiro José Geraldo de Souza Castro – o "Zé do Pedal", 57 anos, membro do Lions Clube de Viçosa – realiza sua Cruzada Pela Acessibilidade, que o levará a percorrer 10.700km, empurrando uma cadeira de rodas, passando por 20 estados (Roraima, Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí­, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraí­ba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Goiás, Brasí­lia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), finalizando no municí­pio do Chuí­, extremo sul do Brasil.

O ativista mineiro José Geraldo de Souza Castro, o Zé do Pedal chegou a Torres – RS, concluindo a penúltima etapa do projeto Cruzada pela Acessibilidade, um percurso entre os extremos das fronteiras do Brasil (Monte Caburaí­/Roraima ao Chuí­/Rio Grande do Sul).

O ativista foi recebido na ponte sobre a BR 101 – que liga os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul – por Mirabeau Esquivel Hoppe e Tania Pauleti Hoppe, membros do Lions Clube Arroio do Sal.

 

A caminhada e o percurso

 

 A caminhada de Zé do Pedal empurrando uma cadeira de rodas teve iní­cio no dia 10 de fevereiro de 2015 e o ativista já percorreu mais de 9.900 quilí´metros passando pelos estados de Roraima, Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí­, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraí­ba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Rio Grande do Sul é o vigésimo estado a ser cruzado pelo ativista que tem como meta chegar ao Chuí­ em 21 de setembro próximo, coincidindo com o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência.

Durante o percurso, Zé prega um pouco mais de consciência em respeito ao próximo, cujos movimentos, provisórios ou definitivamente, o impossibilitem de andar. Ele sabe que o sacrifí­cio de cobrir a distância entre os extremos do Paí­s, para os chamados perfeitos, é muito menor do que o percurso entre dois quarteiríµes de muitas cidades, para quem depende de uma cadeira de rodas ou de muletas para se locomover.      

 

Inspiração

 

Zé disse que o projeto Cruzada Pela Acessibilidade teve sua semente lançada em junho de 2008, durante sua viagem em um kart a pedal de Paris a Johanesburgo. Na passagem pela cidade de León, no caminho francês da rota de peregrinação de Santiago de Compostela, em um dado momento, ouviu uma voz feminina dizendo no puedo (não posso). Olhou e viu uma jovem em uma cadeira de rodas tentando subir uma rampa que possuí­a um pequeno degrau.

 Com a ajuda de outras pessoas a jovem conseguiu seu intento, mas a privação da liberdade, aliada í  dependência da boa vontade alheia, tocou o coração do aventureiro: As barreiras naturais são obstáculos para todos. Porém, as arquitetí´nicas, instaladas em concretos nas calçadas, edificaçíµes e ruas de cidades são obras do homem. Se o homem consegue interferir nas obras de Deus, porque não interferir nas fabricadas por ele, o homem?, concluiu o humanista.

 

O objetivo do Zé do Pedal

 

De acordo com o ativista, o projeto, tem como objetivo precí­puo entregar, nas Câmaras Legislativas dos Municí­pios visitados, uma proposta de Projeto-Lei sobre Normas de Acessibilidade e outra para a criação de Conselhos Municipais dos Direitos da pessoa com Deficiência. Também visa conscientizar as pessoas, principalmente aquelas com poderes de decisão, a terem mais respeito com as pessoas deficientes (hoje em dia podem-se ver pessoas em cadeiras de rodas impossibilitadas de entrar em um banco ou setor publico, por falta de rampas de acesso ou de elevadores).

 

 

FOTO: O ponto de partida de Zé do Pedal foi o estado de Roraima (foto)


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