Da diminuição da pobreza extrema no Brasil a assistência aos necessitados em Torres

19 de julho de 2015

O Brasil conseguiu praticamente eliminar a pobreza extrema e fez isso mais rápido que seus vizinhos. A afirmação é do Banco Mundial, que em seu último relatório ressalta que o número de brasileiros vivendo com menos de 2,5 dólares (cerca de 7,5 reais) por dia caiu de 10% para 4% entre 2001 e 2013. O estudo Prosperidade Compartilhada e Erradicação da Pobreza na América Latina e Caribe acrescenta que a renda de 60% dos brasileiros aumentou entre 1990 e 2009 e que o Brasil é um dos exemplos mais brilhantes de redução de pobreza na última década.

E aproveitando a boa notí­cia de que a pobreza extrema está sendo gradativamente reduzida no Brasil, conversamos com a equipe da Secretaria de Assistência Social em Torres, chefiada por Gislaine Nascimento, para ter um panorama sobre a realidade das pessoas com baixa renda de nosso municí­pio. Confira abaixo:

 

ENTREVISTA: Gislaine Nascimento

 

Secretária Municipal de Assistência Social  

 

A FOLHA –    Quais os bairros onde há população em situação de extrema pobreza (menos de 70 reais mensais per capita) na cidade?

GISLAINE –    Os Bairros de maior vulnerabilidade do nosso Municí­pio e atendidos pelos Serviços da Assistência Social do Municí­pio são o Bairro São Jorge, Dunas e Guarita.

 

A FOLHA – Quais as principais dificuldades encontradas por esta população em maior vulnerabilidade social na cidade? Estas pessoas, no geral, vivem em locais ocupados no processo de urbanização do municí­pio, ou já tem casas escrituradas?

GISLAINE –  As principais dificuldades encontradas por estas famí­lias são a falta de emprego formal. A maioria das unidades habitacionais possuem apenas contratos de compra e venda, sendo que algumas destas encontram-se em áreas de risco (geológico ou de inundaçíµes).

 

A FOLHA – Quantos são os usuários de Bolsa Famí­lia em Torres,e quanto recebem em média? O número de pessoas recebendo o benefí­cio está maior ou menor que no ano passado?

GISLAINE –  Atualmente o municí­pio tem 1052 famí­lias que recebem a transferência de renda do Programa Bolsa Famí­lia, uma média de R$ 144,50 por famí­lia.

 

A FOLHA –    O Programa RS Mais, instituí­do pelo governo Tarso no ano passado, continua ativo? Quantas pessoas são usuárias deles na cidade, e quanto recebem mensalmente?

GISLAINE –  O Programa RS Mais Igual continua ativo e 110 famí­lias recebem o complemento de transferência de renda do Estado, juntamente com o Bolsa famí­lia.

 

A FOLHA –    Em relação as frentes emergenciais de trabalho: quantas pessoas estão trabalhando pelo programa (em média mensal) e quanto elas ganham por mês?

GISLAINE –  Para o ano 2015, o Programa Frentes Emergenciais de Trabalho foram previstos duas etapas: de janeiro a maio, 80 beneficiários e    de julho a dezembro, 55 beneficiários, recebendo uma bolsa auxí­lio de um salário mí­nimo mensal mais uma cesta básica. Totalizando no decorrer de 2015 um atendimento a 135 famí­lias com perfil para o Programa e um investimento em transferência de renda de R$ 575.240,00 durante o ano, previstos no orçamento da Assistência Social.

 

A FOLHA – O que fazer para que as pessoas em situação de pobreza sejam independentes do governo, para que eles não precisem mais de programas sociais?

GISLAINE –  A Assistência Social do Municí­pio trabalha para que as famí­lias busquem a sua autonomia, proporcionando o conví­vio familiar, comunitário e geração de emprego e renda, através das oficinas realizadas pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Ví­nculos ofertadas pelo CRAS, para as  famí­lias de maior vulnerabilidade do Municí­pio, sabemos que para a autonomia destas famí­lias, as responsabilidades se pautam pela ampliação da proteção socioassistencial em todos os seus ní­veis, na cooperação entre a União, Estados e Municí­pio, no qual dependemos principalmente da economia do nosso Paí­s, para assim melhorar ainda mais a qualidade de vida do povo brasileiro.  


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