Desde o dia 15 de setembro, o hospital Nossa Senhora dos Navegantes atende apenas os casos de urgência e emergência – aqueles que são classificados pelo Ministério da Saúde como vermelhos e laranjas. Essa decisão, deveria ter vigorado no dia 15 de junho, mas foi adiada por 90 dias por força de determinação judicial. Os demais atendimentos serão de responsabilidade do município – relativos aos exames e atendimentos de baixa complexidade, que são até 85% dos diagnósticos.
Segundo a coordenadora de equipe técnica da Saúde, Cláudia Morel, o Pronto Atendimento que acolhia 150 pessoas por dia tem previsão de passar para no mínimo 250 atendimentos. A demanda aumenta com a presença de usuários de quatro municípios da Comarca de Torres (os municípios de Três Cachoeiras, Morrinhos do Sul, Três Forquilhas e Dom Pedro de Alcântara). Conforme havia sido explicado para A FOLHA por Blando Ferreira – assessor do secretário de Saúde da cidade (Mauro Almeida) – a cidade de Mampituba se utiliza do serviço de PA de uma cidade vizinha (a catarinense Praia Grande), enquanto o município de Arroio do Sal já possui seu próprio Pronto Atendimento.
Prefeitura debateu novo panorama
As recentes mudanças no atendimento da área da saúde em Torres, não vão prejudicar a qualidade do serviço prestado í população. A afirmação é do secretário municipal de Saúde, Mauro Martins de Almeida. Conforme a equipe técnica do PA, é importante que a população conheça a rede pública municipal na área de saúde e passe a usufruir os serviços de acordo com o previsto pela classificação de risco preconizado pelo Ministério da Saúde. Desta maneira, o Pronto Atendimento não ficará sobrecarregado. A maior preocupação, segundo o secretário, refere-se a demanda dos demais municípios da comarca de Torres.
A Secretaria Municipal de Saúde promoveu, na tarde da sexta-feira passada, 11 de setembro, reunião para tratar do novo fluxo de atendimento dos serviços da rede pública municipal. Foi destacada a importância de todos os atendimentos, mas em especial das seis unidades básicas – atendimento entendido como cor azul no protocolo. Segundo a prefeitura, "A finalidade é disciplinar que os usuários procurem o PA í noite ou nos fins de semana". O município conta com seis ESF’s – situados no Curtume, São Brás, São Francisco, São Jorge, Vila São João e no Rio Verde. Participaram do evento, entre outros, o prefeito em exercício, Ildefonso Brocca, o secretário municipal de Saúde, Mauro Martins de Almeida e o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Francisco Pereira.
No momento o Pronto Atendimento funciona na Avenida do Riacho (junto ao CAPS, no Complexo do Torrense), até que fiquem concluídas as obras de ampliação e reforma no Posto Central (previstas para terminarem em novembro). O secretário Mauro reforça que não haverá prejuízo aos usuários, e diz que todos serão atendidos.
Atendimentos de saúde será pauta de encontro regional na terça (22)
O atendimento da região estará de novo em pauta na manhã da próxima terça-feira, dia 22, í s 9h, no Fórum de Torres, quando será tratado o custeio do Pronto Atendimento com relação aos usuários de Arroio do Sal, Dom Pedro de Alcântara, Mampituba, Morrinhos do Sul, Três Cachoeiras e Três Forquilhas. Mauro Martins explica que hoje, mesmo sem definição sobre este custo, todos os usuários serão atendidos, pois Torres não vai se omitir em prestar socorro.
O secretário informa que em recente reunião ocorrida em Osório, na 18 ª Coordenadoria Regional de Saúde, ficou acertado que o Hospital Nossa Senhora dos Navegantes cumprirá o contrato sobre prestação de exames e serviços de traumatologia até o dia 7 de outubro e que antes da conclusão deste contrato, o Estado deve propor outro. Se o hospital recusar, deverá apresentar atendimento de referência, conclui.
Atendimento dividido de acordo com o risco
Durante grande parte do encontro da prefeitura, a atenção foi voltada ao Pronto Atendimento – serviço explicado por Cláudia Morel como intermediário entre a atenção básica e as unidades hospitalares. Ela explicou que – pelo protocolo de acolhimento com classificação de risco – as unidades básicas (UBS’s) são responsável pelos atendimento de menor risco, da cor azul. O Pronto Atendimento (PA) atende as cores verde e amarelo (médio risco). Já o serviço hospitalar será responsável pelos serviços emergenciais (cor vermelha). O atendimento verde deve ocorrer no máximo em quatro horas, e o amarelo em até uma hora.


