Dinheiro demais em Brasília
O projeto de lei que muda a regra de distribuição de royaltys do petróleo para os Estados e municípios é justo, assim como é justo o levante feito pelo Rio de Janeiro sobre as modificaçíµes do projeto aprovado liderado pelo gaúcho Ibsen Pinheiro.
O que falta é uma reforma tributária geral, que encaminhe para as cidades mais dinheiro, e que o governo central fique com menos. Quanto aos royaltys, Ibsen está certo e o governo federal é que deverá compensar as perdas de Estados e municípios.
PMDB em posição difícil, assim como o PT…
Com a forte candidatura de José Fogaça para o governo do RS e a dificuldade quase que crí´nica que existe entre os militantes do PT e do PMDB aqui no Estado subirem no mesmo palanque, as candidaturas í presidência que deverão sofrer. O mais provável é que o PT nacional não faça campanha forte por aqui.
Se o PMDB nacional fechar com Dilma, ela deveria subir nos dois palanques no RS, o que seria patético… Inclusive me parece que o PMDB não quererá que Dilma suba no palanque por aqui. E para não haver constrangimento, Dilma não subirá em palanque algum no RS.
Mas ainda existe a possibilidade de o PMDB fechar com Serra do PSDB para a eleição presidencial. Aí Serra é que não deverá subir em palanque por aqui. Se subir no de Yeda, o PMDB chia; se subir no de Fogaça, seu PSDB chia…
PP espera pesquisas…
O Partido progressista espera mais dados de pesquisa para saber com quem se alia nas eleiçíµes do RS. Se os números mostrarem avanços percentuais na candidatura í reeleição de Yeda, os progressistas devem ficar com o PSDB e os cargos no governo atual, que são muitos… Mas se os números caírem, devem se coligar com uma terceira via, ou com o PSB, ou com o DEM, já que com o PMDB no primeiro turno é praticamente impossível pela rivalidade que existe entre os partidos, principalmente nas cidades do interior do Estado.
Já lá em Brasília o partido ainda sequer sinalizou para onde vai. Devemos esperar, mas o que parece mais provável é uma aliança nacional e regional com o PSDB, defendendo Yeda e Serra no primeiro turno e indo contra o PT no segundo.
E o PV de Marina?
O Partido Verde está quieto… Não fala em aproximaçíµes, mas a candidata Marina Silva deixa claras as divergências que possui com os ideais atuais do PT, partido que saiu para ingressar na sigla dos Verdes.
No Rio de Janeiro, reduto forte do PV, a aproximação está mais próxima do PSDB do que do PT, assim como em São Paulo e Minas, me parece… Aqui no RS a base do partido é mais voltada para o lado petista, embora divergências grandes existam.
O que pinta claro pela frente é uma dobradinha entre PSB e PV. Para presidente Marina com Ciro de vice… e em compensação aqui no RS Beto Albuquerque com Montserrat Martin, pré-candidato dos verdes no RS. E daí pode-se puxar partidos com certa força que estão indefinidos, como PPS, PC do B, PTB, dentre outros.
E o DEM pode surgir das cinzas…
A candidatura de Paulo Feijó do DEM pode ser um diferencial importante na eleição de outubro aqui no RS. O certo seria o DEM apoiar a reeleição de Yeda, mas as brigas entre o vice e a governadora não permitem que os egos se desinflem, em ambas as partes, pelo menos por enquanto…
Se Feijó liderar uma chapa com ideal Liberal para o Estado, atacando o peso dos impostos, da coisa pública, o peso dos excessos de burocracia e os índices de desenvolvimento do RS abaixo da média, ele tem ideologia por trás para sugerir isto, diferente de outros partidos mais socialistas, que não falam em baixar impostos e querem políticas públicas pesadas na administração.
Feijó está fraco nas pesquisas, mas o discurso liberal tem muita força no atual conceito que a população possui da coisa publica. Pede ataque. Olho no lance!
Receita do bolo
Se você aí do outro lado do jornal ou do PC tivesse uma poupança de R$ 20 mil guardada para arrumar a calçada da frente de sua casa que está cheia de buracos, mas recebesse uma carta do governo federal dando de presente R$ 100 mil para a duplicação de sua casa, mas que exigia a contrapartida de sua parte de R$ 20 mil, justamente aqueles que você tinha guardado para arrumar í calçada. O que você faria?
1 “ Não aceitava o dinheiro, ficava com a casa do mesmo tamanho, mas arrumava a calçada esburacada.
2 “ Aceitava a proposta do governo, colocava sua poupança de R$ 20 mil para a contrapartida exigida no convenio e ficaria com a casa duplicada, mas com a calçada esburacada.
Se você respondeu o item 2, concorda com o prefeito João Alberto. Somente em 2010 a municipalidade precisa de R$ 3 milhíµes de contrapartida para poder usufruir de quase R$ 20 milhíµes de verbas federais e estaduais.
Mas se você escolheu a alternativa de número 1, não concorda com o prefeito João Alberto. Provavelmente a cidade estaria com menos buracos e com mais capinas e árvores mas em dia, mas não teríamos várias obras já existentes e inauguradas como escolas, postos de saúde, Centros de Lazer e a reforma da beira da praia projetada para este ano, nem o esgoto no Igra e no Stan.
Trata-e de uma questão de opção.
Parque Itapeva
Continuam as polêmicas sobre as atitudes do governo do Estado no parque Itapeva, que estariam prejudicando o desenvolvimento de Torres. O vereador Gimi na última sessão da Câmara na semana passada reclamou mais uma vez da arbitrariedade do Estado, que não paga indenização e multa qualquer atitude de moradores do entorno da área de preservação, inclusive os pobres...
Duas ONGs irão oficiar o MP sobre a falta de cumprimento das indenizaçíµes dos proprietários de áreas dentro do Parque Itapeva por parte do governo do RS. Surgem idéias que o decreto pode perder valor por falta de cumprimento de deveres, o que não é verídico. Mas o que pode, sim, é haver a união de várias bancadas na Assembléia Legislativa para votar a revogação do decreto do Parque, justamente alegando as falhas que vêm sendo insistentes, ano após anos. E isto é mais factual do que outras simulaçíµes, pois dificilmente alguma bancada de partido concordaria com a falta de olhares do governo do RS para com o parque.
Esta mobilização poderia funcionar mais ainda agora, em ano de eleição, e poderia fazer parte de campanhas, tanto de futuros governantes e da governadora Yeda, quanto de novos deputados. Olho no lance.


