DOIS PARA Lí, DOIS PRA C큅 Aprovada a compra do ex-hotel Beira Mar

30 de julho de 2013

 

 

 

Dois vereadores da situação votaram contra a propositura da prefeitura de Torres para comprar o prédio do ex-hotel Beira Mar. Mas dois vereadores que estavam na oposição até o iní­cio da entrada do projeto de lei polêmico na Câmara dos vereadores votaram a favor do governo Ní­lvia.  Com o resultado, a prefeita e seus aliados (antigos e novos) conseguiram aprovar a compra com o escore de 7 votos contra 5. O presidente da Casa, vereador Machado, não precisou desempatar.

O embate final da polêmica aconteceu na segunda-feira (29/7), em sessão extraordinária na Câmara Municipal de Torres, que estava com casa cheia, principalmente de apoiadores mobilizados pelo governo Ní­lvia. O vereador Gimi foi o oposicionista do PMDB que acabou votando a favor e chancelou, afinal, a compra.

 

Articulação prática

 

O pragmatismo, dominador da polí­tica pessoal e partidária nos últimos tempos em todo o Brasil, mesmo após o reclame do povo nas ruas acabou dominando a polí­tica em Torres. í‰ que, com o sinal vermelho no governo Ní­lvia ligado, que apontou que dois vereadores do PP (Gisa Webber e Fábio da Rosa) poderiam votar contra, a prefeita e sua equipe foram para a articulação. E utilizaram métodos conservadores e práticos.

 O PTB, que fez campanha para o opositor de Ní­lvia, o Pardal, em outubro passado, foi presenteado com uma secretaria, e o ex – vereador George Rech assumiu a pasta da Ação Social em nome da sigla (substituindo o irmão da prefeita Ní­lvia, titular da secretaria até então). Já o PC do B, que também militou contra Ní­lvia na última eleição,  deve receber uma pasta nos próximos dias. A prefeita inclusive anunciou de certa forma isto em uma entrevista na rádio Maristela na semana passada.

Pronto, os dois votos dos rebeldes da base polí­tica foram substituí­dos.  E agora já são cinco os partidos da base aliada de Ní­lvia na Câmara Municipal. Somente o PMDB é oposição. PTB e PC do B já fazem parte da base do governo.

Mas faltava um voto. Caso o placar permanecesse assim, o vereador Machado (PT) teria de dar seu voto. E aí­ apareceu o vereador Gimi, deixando a esperança da oposição í  compra do prédio "a ver navios" no horizonte. Ele votou a favor da compra do prédio. Disse em seu discurso que votou pela sua consciência, mas as redes sociais não concordam.  í‰ que o PMDB não obrigou que seus representantes na Câmara votassem em bloco. E aí­ não se sabe se foi í  consciência de Gimi ou mais uma manobra do governo Ní­lvia que fez com que o vereador votasse diferente de seus outros três parceiros, do partido adversário direto da prefeita nas eleiçíµes passadas.

 

VOTAí‡íƒO A FAVOR E OS DEPOIMENTOS

 

 

Professora Lú (PT)

 

Sinto-me í  vontade. Sempre tive uma posição extremamente responsável. Até achei que meu voto poderia mudar. Mas o resultado da audiência pública confirmou. A crí­tica de que os funcionários públicos não deveriam estar aqui é coisa das elites. Não estamos no Brasil Colí´nia, onde os chefes decidiam e os trabalhadores recebiam a decisão pronta. Maldosamente pessoas dizerem que os servidores querem um prédio na beira do mar, trata-se, também, de uma posição das elites. Sou a favor, este prédio vale no mí­nimo o dobro.

 

Deomar Goulart (PDT)

 

Temos que ter coragem pra tudo na vida. Eu sempre tive coragem. Projeto desta natureza é raro de aparecer. Vem beneficiar a todos. Todos os planos de governo contêm vontade de construção de um prédio. Como não temos o que fazer, vamos aproveitar.

Não vemos a massa se posicionar oficialmente contra. Fazem suas campanhas pelo Facebook, mas não se posicionam publicamente. As pessoas que são contra estão encabuladas, talvez de se arrependerem depois.

 

Jailton da Silva, o Nego (PC do B)

 

Sabemos que muita coisa pode acontecer nesta votação. Meu posicionamento é favorável pelos números. Hoje um apto nas quatro praças de 2 quartos custa R$ 1 milhão. A prefeitura está comprando um prédio de 10 andares por R$ 6 milhíµes. Cálculos sugerem que o prédio pode sair de graças. Vendendo a Torre do fundo pode-se pagar o todo. Sou vereador iniciantes, mas em negócios imobiliários sou mestre. í‰ o maior negócio que eu já vi na história de Torres. Nós não temos prefeitura. Peço o voto dos vereadores.

 

Gimi (PMDB)

 

Busquei informaçíµes e opiniíµes de pessoas que respeitamos. Temos alguns completamente contrários e outros completamente favoráveis. Comecei a questionar o porquê. Os que estavam favoráveis diziam sobre prédio antigo, TAC do MP. Os contra falavam da localização, estacionamento… Até que alguém perguntou se inviabilizaria a construção futura a compra deste prédio… Não. Podemos vender o prédio adiante por muito mais.

 Crí­ticos metidos í  experts do Facebook pedem que o dinheiro da compra seja colocado na Saúde e na Educação, mas não sabem o que dizem, pois este valor já está previsto em lei. Outros sugerem que se construa algo por R$ 3 milhíµes. Mas não se constrói e uma prefeitura nova com R$ 3 milhíµes…   Tudo para o setor público é mais caro…   Voto favorável, mesmo sabendo que existem fofocas que está sendo negociada a presidência da Câmara para mim. Quem tiver esta impressão, que mostre a cara e não fique falando pelas costas.

 

 

Davino (PT)

 

Como é bom ver a participação do povo. Sinto-me í  vontade de votar a favor, principalmente depois das audiências públicas. Já era favorável, agora tenho mais segurança, ainda. E sobre estacionamento: Conheço prédios que temos que ser deixados na frente e depois ligar para o motorista vir buscar… Por que não podemos estacionar longe e caminhar até o prédio, aqui em Torres, então? Sou favorável.

 

Jeferson Dos Santos (PTB)

 

Voto favorável porque consultei minha base, onde tinham favoráveis e contra. Em nome do servidor e pela qualidade de habitação. E pela centralização e pelo princí­pio da economicidade (sair dos alugueis). Depois das audiências fiquei mais tranquilo.

 

Ernando Elias (PP)

 

O presidente de meu partido, Rubens de Rose disse que o PP é favorável. Respeito meu partido. Parabenizo o PDT e ao PT que votaram com a base. Hoje já não é mais três partidos aliados; são cinco. E com este aumento tivemos os votos suficientes para a compra do prédio. Estamos de parabéns. Os bombeiros vieram dar opinião no momento errado, bombeiro tem que dar opinião no momento certo.

 A prefeita Ní­lvia vai ficar na história por sua capacidade de mobilização polí­tica.

 

 

VOTOS CONTRA E OS DEPOIMENTOS

 

 

Fábio Da Rosa (PP)

 

Só Deus sabe o stress que tenho passado nas últimas semanas. í‰ uma oportunidade í­mpar e grande projeto. Peço desculpa. Quero que o governo vá bem, mas sou contra. Temos que construir algo que seja bom para uma prefeitura. Não sei se lá os servidores estarão bem. Não sei nem se, inclusive, eles terão condiçíµes de salubridade, pois as instalaçíµes do prédio são abafadas.

 

Tubarão (PMDB)

 

Os discursos dos que apóiam são contraditórios. Dizem, por exemplo: Ruim com ele e pior sem ele… Ou Tem que ter coragem para votar… Ou, ainda, Não é o ideal … Se tem tantas dúvidas, por que apoiar, antão? Não é uma construção; é uma reforma, uma grande reforma! Um parecer da Asenart que me foi mandado alerta para o risco de comprar o prédio sem uma analise mais aprofundada. Perante isto voto contra! E peço para os vereadores que tenham responsabilidade em seus votos!

 

Marcos (PMDB)

 

Quero dizer que os servidores merecem, sim, um novo centro administrativo. Mas em conversa com as pessoas que me elegeram (751 votos), vi que a maioria sugere que eu seja contrário. Não é o local adequado e sei que o municí­pio pode ter local adequado, sim.

 

Gisa (PP)

 

Tive uma conversa cara a cara com a Ní­lvia e o Brocca antes desta sessão e confirmei minha opinião negativa í  compra. O hotel serve para ser um hotel. Quero ver um empresário comprando o prédio, reformando e gerando emprego no setor de turismo. E sei que podemos construir uma sede em outro lugar para ser uma sede da prefeitura. Cobro isto, inclusive e em publico, da prefeita Ní­lvia.

 

Alessandro (PMDB)

 

Não é novidade que sou contrário. Não sou contra um local digno. Não sou contra a um edifí­cio. Ele não é um local adequado, isto sim. Não é por ser barato que devemos comprar as coisas. E temos outras várias saí­das. No Parque do Balonismo é um exemplo e já provei que podemos construir por menos de R$ 1 mil o metro quadrado.

Não existe um projeto de como funcionaria o Cetro Administrativo e não tem como avaliar o custo de uma reforma se não temos projetos. Com as reformas, já temos projetado em torno de R$ 3 milhíµes só para os primeiros 12 meses. Talvez com este valor construamos um centro administrativo novo.   E com acessibilidades, plano urbano, etc… Esta seria a solução. í‰ o dinheiro do povo que está em jogo. E a Saúde, a Educação?  í‰ um investimento alto. Sou contrário. Quando o povo diz que tem medo de falar publicamente que é contra, deve-se respeitar, porque existe, sim, o temor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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