Após ser considerado pela massa de brasileiro uma espécie de messias da justiça, o presidente do STJ do Brasil Joaquim Barbosa revelou í que veio. Após condenar sem provas cabais os lideres do Mensalão do PT, abrindo brecha para que ministros do STF tenham certo poder de julgar por excesso de indícios e recebendo salvas de palmas da população e da mídia por isto, Joaquim Barbosa caiu.
Nesta semana o presidente do STF virou queijo prensado por um sanduíche de demonstração de incompetência para um homem que é presidente da maior instância da justiça do país. Em um dos pães do sanduíche macabro, Barbosa acusou levianamente o Congresso Nacional de não servir para nada. Disse que os deputados e senadores da nação trabalham sobre o mando do Poder Executivo, desqualificando a instituição de cabo a rabo. Barbosa , parece, aproveitou a má reputação dos políticos no Brasil para aparecer como um raio salvador no meio dos desmandos da nação. Uma postura típica de ditadores enrustidos.
No outro lado do sanduíche, Joaquim Barbosa aparece sendo um dos vários beneficiários de viagens internacionais feitas í custa do dinheiro do povo. í‰ um dos vários protagonistas de gozo de férias junto com a família na Europa e nos EUA, é claro, exigindo primeira classe nos ví´os. O presidente da principal corte do país mostra que a propina pode ser legalizada; basta que quem julgue ganhe uma beira…
No meio de tudo isto, a sociedade está tendo saudável possibilidade de dar opinião sobre dois temas polêmicos que estão para ser votados no Congresso Nacional. A sociedade está tendo o direito democrático de opinar e pressionar os políticos em quem votou em Brasília, sobre a PEC que dá mais poderes ao Ministério Público de investigar, desqualificando e marginalizando o poder da polícia federal e das polícias civis em toda a nação. Está também podendo opinar e militar sobre a polêmica idéia de dar poderes ao judiciário de legislar, ou seja, de considerar súmulas vinculantes decisíµes tomadas na suprema corte sem antes receber o aval do Congresso Nacional, a única instância que efetivamente possui poder de representar o povo.
E parece que o Efeito Barbosa tem afetado sobremaneira a opinião dos intelectuais da nação. A maioria da boiada brasileira, inclusive a tal de mídia única elencada pelo mesmo Barbosa como restrita a três jornais na nação, apóia que o STF receba os poderes de legislar em alguns casos e apóia descaradamente nas redes sociais a derrubada da PEC que retira do MP poderes de investigação. Ou seja, a demonização do Congresso Nacional militada por Barbosa pegou, e a sociedade se enfileira apoiando suas máximas.
Moral de Cuecas. í‰ isto. O que assistimos nesta semana foi mais um caso de um brasileiro que se destaca se entregar após se desnudar e ser desnudado. O Brasil tem como presidente da Suprema Corte, infelizmente, um incompetente vestido de messias. E é esta corte, onde um elemento como Barbosa consegue ser presidente, que decide os rumos da justiça do Brasil. Não é por menos que temos pessoas como Paulo Maluf, procurado pela Interpol, mas que, no Brasil, consegue ser deputado e, ainda, participar de comissíµes temáticas no Congresso Nacional. Não é por menos, que os corruptos envolvidos no maior caso de corrupção nacional, o Mensalão, estão soltos, com mandato e cantando de galo nas redes sociais, estampando que a justiça no Brasil foi feita para penalizar os pobres e beneficiar os ricos, os marajás, beneficiar, afinal, os ricos em poder de decisão e mando.
A OAB apóia a votação da PEC que limita o MP a fazer o que deveria fazer bem feito: acusar; e sugere nas entrelinhas que quem tem de investigar é a Polícia Federal e as policias civis. Temos aí uma manifestação de um órgão que existe para defender a liberdade e a justiça de cidadãos comuns, uma entidade que existe para evitar que sejamos municiados por tramas ditadoras disfarçadas de moralistas. A sociedade e o Congresso terão a chance de se posicionar nos próximos dias sobre o assunto.


