EDUCAí‡íO A LAMENTAR

24 de setembro de 2010

O assunto e a figura continuam oportunos, e cada vez mais convenientes. Afinal, tem tudo a ver com nóis, tripulante-predadores do jovem Planeta Hospí­cio-Circo (antiga Terra). Esta será, seguramente, nossa feição no fim deste já desditoso Século XXI-d.C. Constrangidos e submetidos í  avassaladora agressão das mí­dias, ao disponibilizarem carga inassimilável de informaçíµes, a cada unidade de tempo. Na toada que as coisa andam, seremos forçosamente submetidos a uma recidiva de moleira mole, para permitir o redimensionamento da caixa craniana. Com, ou sem a ajuda das células-tronco, um incremento da rede de neurí´nios deverá ocupar o novo volume. Os olhos, assim oblongos, e recalibrados organicamente, restarão equipados com cristalinos anátomo-cí´ncavo-convexos, destinados a discernir de forma articulada e simultânea: a imagem mostrada na tela da TV em primeiro plano; aquela barafunda exibicionista que aparece como pano de fundo, nos noticiários; a separação imagens/sons entre o comercial de automóvel, encavalado com o de celular; a gritaria, extremamente desconfortável, sem controle automático de volume, entre dois áudios consecutivos. Como penúltima serventia, os sofisticados e complexos cristalinos possibilitarão acompanhar aquela desgraçada fita passante, no rodapé da tela, vendendo balaios de peixes completamente aleatórios (dislexia induzida). Se alguém ainda não notou, preste atenção. A ausência de orelhas/ouvidos, é consequência   da sua disfunção, acarretada pelos volumes exacerbados, praticado pelas novas geraçíµes. Além da quase permanente ocupação das ditas orelhas, com algum penduricalho sonoro. Bloqueados os áudios, face í  surdez absoluta, o processamento dos sons será delegado aos novos olhos, devidamente aparelhados com sensores complementares Go/In.

   

CALORIAS GEOGRíFICAS

                        Não podemos negligenciar as vias aéreas. Uma equação climática, recém formulada, sentencia: O pior mesmo, a gente nem vai ver; pois haverá escassez de oxigênio e de alimentos. Isto implica em mexer no nariz, a monitorar para menos,   a absorção do vital O2. Daí­, aquela gracinha de nariz. E a boquinha? Será objeto da classe dominante, lá pelos anos 70. Naquela década, já estará consolidada a tirania conhecida como Nutri-Med, dotada de ministério único – da Dieta. Resulta de uma simbiose canibala, se assim podemos dizer, com a extinção da classe médica, assumida na totalidade pelas/pelos Nutricionistas. A Carta da ONU, e todas as Constituiçíµes vigentes serão substituí­das por   documento universal: Cartilha dos Bons Modos í  Mesa e Regramento Alimentar. Pipocarão rebeliíµes aqui e ali, com a geração de duas dissidências (partidos?). A polêmica será gerada pela associação do número de calorias í s coordenadas geográficas, visto que as altas latitudes, em direção aos pólos, exigem mais energia. O embate se dará entre as duas facçíµes: Educação Alimentar e Educação a Lamentar. Nada que o exército globalizado O Grande Garfo, recrutado com as sobras da Batalha dos Clones, não consiga contornar. Empregará suas armas de fragmentação-e-envio inter-galático.              

 

                                                                grlacerd@terra.com.br


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